Polícia Federal prende suspeito em ataque à comunidade indígena no Pará

Polícia Federal prende suspeito em operação no Pará. Incidente fatal envolvendo colaborador do Ibama na Terra Indígena Apyterewa. Detalhes e investigação

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(Imagem de reprodução da internet).

A Polícia Federal (PF) prendeu um homem suspeito de envolvimento no assassinato de Marcos Antônio Pereira da Cruz, colaborador do Ibama. O incidente ocorreu em 15 de dezembro de 2025, durante uma operação de retirada de invasores na Terra Indígena Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu, Pará.

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Circunstâncias do Crime

Marcos Antônio Pereira da Cruz foi baleado durante a ação, que visava remover ocupantes ilegais e gado mantido irregular no local. O colaborador recebeu atendimento inicial no local e foi encaminhado por helicóptero para um hospital da região, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Investigações em Andamento

As investigações da PF apontam para ações violentas contra comunidades indígenas e indicam uma possível participação do suspeito em episódios de violência registrados em dezembro de 2025 e maio de 2025, além de retornos não autorizados ao território indígena, mesmo após notificações formais de desocupação.

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Há também uma investigação sobre uma ligação com um ataque a uma equipe da Funai em janeiro.

Contexto da Operação

A operação foi realizada com a participação de diversos órgãos, incluindo o Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Abin, Ibama, Força Nacional, polícias Civil e Militar do Pará e da Agência de Defesa Agropecuária do estado. A ação ocorreu no âmbito da ADPF nº 743.

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Tensão na Terra Indígena

A prisão do suspeito ocorre em um cenário de tensão na Terra Indígena Apyterewa. Em janeiro, um funcionário da Associação Indígena Tato’a, do povo Parakanã, foi vítima de um atentado a tiros dentro do território. A TI Apyterewa, considerada uma das áreas mais conflituosas da Amazônia, enfrenta pressão de invasores, apesar de uma grande operação de desintrusão iniciada pelo Governo Federal em setembro de 2025.

A região, habitada pelo povo Parakanã, historicamente enfrenta conflitos fundiários, desmatamento e violência.

Reações e Próximos Passos

O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) expressaram condolências e condenaram o ataque à equipe que atuava no território, conforme uma decisão judicial. A Polícia Federal continua investigando o caso e buscando identificar todos os envolvidos.

As autoridades informaram que medidas cabíveis serão adotadas para apurar o crime.

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