Polícia Federal investiga Wanderlei Barbosa em operação Nêmesis no Tocantins

Polícia Federal inicia operação Nêmesis contra governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) no Tocantins. Investigação apura desvios de emendas parlamentares

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(Imagem de reprodução da internet).

A Polícia Federal iniciou, na quarta-feira, 12 de novembro de 2025, a operação Nêmesis para apurar possíveis obstruções em investigações sobre desvios de recursos provenientes de emendas parlamentares destinados ao Tocantins. A investigação centraliza-se em suspeitas envolvendo o governador do estado, Wanderlei Barbosa (Republicanos).

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A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Cumprimento de Mandados

Polícia Federal executou mandados de busca e apreensão em 24 locais, distribuídos entre Palmas e Santa Tereza do Tocantins. Os mandados foram expedidos pelo STJ.

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Indícios de Fraude e Ocultação de Provas

Durante a investigação, que faz parte da segunda fase de outra operação (não especificada), foram identificados indícios de que investigados utilizaram cargos e veículos oficiais para remover documentos e materiais de interesse do grupo. A Folha de S.Paulo reportou que o governo estadual, sob o comando de Wanderlei Barbosa, teria se transformado em um “verdadeiro balcão de negócios”.

Pagamentos Suspeitos e Contratos Não Executados

A Polícia Federal identificou um pagamento de R$ 550.000, suspeito de ser uma propina, relacionado a um contrato para fornecimento de frangos congelados. O repasse ocorreu em 14 de novembro de 2021, e o contrato não foi executado nem quitado pelo governo estadual.

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Afastamento do Governador

Wanderlei Barbosa está afastado do cargo desde setembro, por decisão do ministro Mauro Campbell, do STJ. O afastamento ocorreu por conta da Operação Fames-19, deflagrada em 3 de setembro.

Investigações Anteriores e Acusações

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que, de 2020 a 2021, investigados se aproveitaram do Estado de emergência em saúde e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas e frangos congelados. Wanderlei Barbosa é considerado suspeito de ser o mandante do esquema.

Resposta do Governador

Wanderlei Barbosa classificou a decisão do STJ como “precipitada”, alegando que, no período do pagamento das cestas básicas, ele ainda era vice-governador e, portanto, não era o ordenador da despesa. Ele enfatizou que as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento.

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