Polícia Federal Investiga Uso de Influenciadores Contra Banco Central
A Polícia Federal está conduzindo uma investigação sobre a utilização de influenciadores digitais para disseminar críticas ao Banco Central (BC) em defesa do Banco Master. A apuração, em estágio inicial, identificou aproximadamente 40 perfis de influenciadores e páginas de celebridades que produziram publicações com conteúdo negativo em relação à decisão de liquidação do banco.
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A investigação se encontra na fase de Informação de Polícia Judiciária.
Conteúdo das Publicações e Período
As publicações, realizadas entre 9 de dezembro de 2023 e 6 de janeiro de 2024, apresentavam argumentos semelhantes, incluindo alegações sobre o “desmoronamento do Master”, “indícios de precipitação da liquidez pelo Banco Central” e a afirmação de que a liquidação do banco ocorreu em um período considerado incomum.
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Identificação dos Perfis e Contratos
A investigação da Polícia Federal identificou perfis de influenciadores de diversas áreas, como entretenimento, celebridades, fofocas, além de dois especializados em economia e finanças. Um contrato de confidencialidade, obtido pela CNN, revelou uma cláusula com multa de R$ 800 mil caso a informação fosse divulgada.
Reações e Denúncias
O dono do Banco Master, através de sua defesa, apresentou explicações ao Supremo Tribunal Federal, negando qualquer envolvimento na contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. Diversos influenciadores relataram ter recebido ligações diretas solicitando a criação de campanhas para melhorar a reputação do Banco Master.
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Monitoramento e Investigação Futura
A Federação Brasileira de Bancos (FBCB) detectou um volume atípico de publicações nas redes sociais contra o Banco Central e seus dirigentes no mesmo período. A Polícia Federal deve instaurar um inquérito para aprofundar as investigações e, posteriormente, convocar os envolvidos para depoimentos.
O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN.
