A Polícia Federal (PF) realizou, na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, mandados de busca e apreensão como parte de um inquérito que investiga irregularidades na destinação de emendas parlamentares. As diligências foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
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O foco da investigação envolveu depoimentos de seis congressistas e uma funcionária da Câmara.
Participantes do Inquérito
Os congressistas que prestaram depoimentos foram: Glauber Braga (Psol-RJ); José Rocha (União Brasil-BA); Adriana Ventura (Novo-SP); Fernando Marangoni (União Brasil-SP); Dr. Francisco (PT-PI); e Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). A funcionária ouvida foi Elza Carneiro, da Comissão de Integração Nacional da Câmara.
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Suspeitas e Depoimentos
Os depoimentos revelaram suspeitas sobre a distribuição de emendas e a atuação de uma funcionária, identificada como Tuca, que atuava como assessora do ex-presidente da Câmara (PP-AL). Os congressistas relataram pressão política para direcionamento de emendas, listas de indicações de valores sem identificação de beneficiários ou autores, concentração de indicações no estado de Alagoas e decisões sobre distribuição feitas fora da comissão, sem transparência.
Tuca foi apontada como a centralizadora de planilhas e minutas de ofício.
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Possíveis Crimes e Investigação
Segundo o ministro Dino, a investigação aponta para uma “estrutura organizada” de redirecionamento irregular de emendas, com indícios de crimes como peculato, falsidade, corrupção e desvios funcionais. A situação está sendo aprofundada pela PF, que apreendeu o celular da investigada.
Contexto e Informações Adicionais
O Poder360 buscou o ex-presidente da Câmara para obter uma declaração. Lira informou que não há desvio e que Tuca é assessora da Câmara ligada à presidência da Casa. A investigação está em andamento.
