Polícia Federal é Criticada por Impedir Gravações no Aeroporto Galeão
Auditores fiscais criticaram a Polícia Federal nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, após a direção em Brasília impedir as gravações do programa “Aeroporto: Área Restrita” no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Segundo Kleber Cabral, presidente da Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a decisão foi motivada por um suposto “ciúme institucional”.
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Cabral argumenta que a PF estaria buscando controlar o acesso à área restrita e tentar se destacar nas filmagens.
Obstáculos e Atuação de Agentes
A atitude da PF, segundo Cabral, configura uma “invasão de competência”, já que a autorização para entrada de equipes no recinto alfandegado é exclusiva da Receita Federal. Agentes armados teriam circulado pela área de bagagens, negando a autorização para as filmagens programadas para o dia.
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A situação gerou preocupação entre os auditores fiscais e o público.
Repercussão e Contexto da Série
A série “Aeroporto: Área Restrita”, em sua 7ª temporada e originalmente exibida pela Discovery Brasil, agora está disponível no HBO Max. O programa, que acompanha os bastidores da alfândega com foco na inspeção de bagagens, ganhou destaque com as reações do streamer Casimiro Miguel em suas transmissões ao vivo.
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A produção também apresenta o trabalho de outros órgãos, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a Receita Federal.
Tensão Institucional e Tentativas de Solução
A situação se agrava com a tensão entre as instituições, especialmente após o reconhecimento do trabalho da Receita Federal pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. A Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal relata que a administração da Receita Federal em Brasília está trocando ofícios na tentativa de resolver o impasse, com reuniões entre ministros.
Uma situação semelhante ocorre no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde também são realizadas gravações.
Resposta das Instituições
A Receita Federal não forneceu informações sobre o caso. A Polícia Federal também não respondeu ao Poder360 até a publicação desta reportagem. A Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal tentou confirmar com a produtora responsável pelas gravações se a equipe de produção da série havia tentado obter uma liminar judicial alegando cerceamento da liberdade de imprensa, mas não obteve resposta.
