Polícia Federal desmantela esquema de produção ilegal de fuzis para o Comando Vermelho no Rio e Minas Gerais. 121 mortos e 118 armas apreendidas.
Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um esquema de produção ilegal de fuzis em São Paulo e Minas Gerais, destinado à facção criminosa Comando Vermelho (CV). A operação, conforme reportado pelo “Fantástico” na TV Globo, identificou a produção em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo, utilizando equipamentos industriais de alta precisão, como tornos e fresadores.
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A operação, denominada Contenção, resultou em 121 mortos, incluindo quatro policiais.
A fábrica clandestina, conforme declarado pelo delegado Samuel Escobar da PF do Rio, empregava pelo menos 11 equipamentos industriais de precisão, com um custo total de milhões de reais. A produção totalizava até 3.500 fuzis por ano. A PF apreendeu cerca de 150 fuzis prontos e mais de 30.000 peças para fabricação.
Rafael Xavier do Nascimento foi preso em flagrante transportando fuzis de São Paulo para o Complexo do Alemão e outras áreas do Rio, além de áreas de milícias, com frequência mínima de uma vez por mês. Anderson Custódio Gomes, responsável pelo núcleo operacional da quadrilha, também foi preso transportando peças para a fábrica de Santa Bárbara d’Oeste, destinadas a um depósito em Americana, interior de São Paulo.
A operação revelou que Gabriel Carvalho Belchior, foragido e procurado pela Interpol, utilizava um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de uma fábrica de peças aeronáuticas como fachada para o esquema. Ele importava fuzis desmontados, enviados em caixas de piscinas infláveis, dos Estados Unidos e despachava para o Brasil.
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A Receita Federal interceptou uma dessas remessas em agosto.
A operação Contenção, focada no CV, resultou na apreensão de 118 armas (91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver), 14 artefatos explosivos, carregadores, munições e drogas. A investigação identificou que as fábricas clandestinas forneceram aproximadamente 1.000 fuzis para facções no Rio, além de milícias e facções na Bahia e Ceará.
A operação policial resultou na prisão de diversos indivíduos envolvidos no esquema, incluindo Silas Diniz Carvalho, que operava uma das primeiras fábricas da quadrilha em Belo Horizonte, junto com sua esposa, Marcely Ávila Machado. A investigação demonstra a complexidade e o alcance do crime organizado no Rio de Janeiro e em outras regiões do país.
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