Polícia Federal desarticula organização criminosa em operação sobre emendas

Polícia Federal desarticula organização criminosa na Operação Overclean. Investigação apura desvio de emendas parlamentares com foco em fraudes e corrupção.

31/10/2025 10:01

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(Imagem de reprodução da internet).

Operação Overclean: Polícia Federal Desarticula Organização Criminosa em Investigação de Desvio de Emendas Parlamentares

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, a 8ª fase da Operação Overclean, uma investigação que apura o desvio de emendas parlamentares. A operação, que envolveu o cumprimento de 5 mandados de busca e apreensão, também resultou no bloqueio de valores obtidos de forma ilícita.

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As diligências foram realizadas em Brasília, São Paulo, Palmas e Gurupi (TO).

O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação, coordenada pela PF, conta com o apoio da Controladoria Geral da União.

Investigados Enfrentarão Acusações Criminais

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

Alvos da Operação e Cronologia dos Crimes

A Operação Overclean teve como alvo pessoas filiadas a partidos políticos como MDB, PP, PSD, PSDB, PT, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. Os crimes investigados ocorreram entre 2018 e 2024, abrangendo cidades em cinco estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.

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A investigação aponta para a desarticulação de uma organização que teria desviado dinheiro em contratos superfaturados, originados de licitações fraudulentas de prefeituras, com o envolvimento do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Segundo a investigação, os irmãos Alex e Fábio Parente lideraram a “organização criminosa”, utilizando o pagamento de propina em dinheiro vivo para cooptar funcionários públicos e direcionar a execução de contratos.

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