Polícia Civil e PCC são presos em operação anticorrupção

Polícia Civil e PCC são presos em operação anticorrupção que expõe esquema de lavagem de dinheiro e proteção à facção criminosa.

05/07/2026 09:06

3 min

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Um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) resultou na prisão de 11 réus, incluindo policiais civis, conforme investigações do Ministério Público de São Paulo. O caso, que remonta a 2018, foi desmantelado através de uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da colaboração premiada de Vinícius Gritzbach.

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A Investigação e a Colaboração Premiada

A investigação do Gaeco, que culminou no processo em curso, utilizou dados de inteligência e financeira, além da delação de Vinícius Gritzbach, que atuou como informante do PCC e foi ouvido no Aeroporto de Guarulhos. A acusação aponta para uma “economia do crime” organizada pela facção, que empregou imóveis, veículos de luxo e empresas de fachada para dissimular a origem ilícita de seus recursos.

Vinícius Gritzbach, figura central na investigação, foi apontado como um colaborador do PCC, fornecendo informações cruciais para as autoridades. Sua colaboração foi fundamental para desmantelar a estrutura de lavagem de dinheiro da organização.

Crimes e Acusações

O Ministério Público detalhou uma série de crimes imputados aos réus, abrangendo o período entre janeiro de 2015 e novembro de 2023. Entre as acusações, destacam – se corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, além de outras infrações como solicitação de vantagem indevida, associação criminosa e dissimulação de bens.

As acusações específicas incluem a obtenção de vantagens indevidas por parte de Vinícius Gritzbach, através de relógios e dinheiro em espécie, além da formação de uma associação criminosa para o recebimento de vantagens ilícitas. Apropriação de bens públicos, como relógios Rolex, também foi apontada como prática criminosa.

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O Papel dos Policiais Civis

O MP ressaltou o papel desempenhado por policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na proteção e apoio às atividades do PCC. Segundo a acusação, esses policiais “subtraíam relógios de investigados, prometiam depor em seu favor em juízo, vazavam informações sigilosas à cúpula da facção e mantinham canais abertos com líderes da organização criminosa”.

A condenação dos policiais por essas ações visa demonstrar a grave violação da lei e a comprometedora colaboração com um crime organizado.

Indenização por Dano Moral Coletivo

Em um desfecho significativo do caso, o Gaeco solicitou a indenização por dano moral coletivo e dano social no valor de R 40 milhões por réu, totalizando R 440 milhões. Essa medida busca compensar os prejuízos causados à sociedade pela atuação dos policiais e pela organização criminosa.

Fase Final do Processo e Decisão Judicial

Após uma instrução processual que incluiu 13 audiências com 61 testemunhas e o interrogatório dos réus, o Ministério Público apresentou suas alegações finais em fevereiro de 2025. As defesas, por sua vez, apresentaram pedidos de absolvição dos réus.

O juiz, então, proferiu a sentença, que corre em sigilo na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.

Situação Atual e Ações da Secretaria de Segurança Pública

Atualmente, seis policiais civis investigados permanecem custodiados no presídio da Polícia Civil de São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo reafirma seu compromisso com a legalidade e a responsabilização de eventuais irregularidades, destacando que a instituição pune exemplarmente aqueles que infringem a lei.

A Corregedoria da Instituição está conduzindo os procedimentos administrativos para apurar os fatos, com a adoção das medidas investigativas necessárias.

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