Plataformas Digitais Alertam sobre Impacto Negativo da Proposta de Regulamentação

Plataformas digitais criticam proposta de regulamentação e alertam para aumento de custos e desemprego. Executivos e Amobitec se opõem à medida.

14/01/2026 04:05

2 min

Plataformas Digitais Alertam sobre Impacto Negativo da Proposta de Regulamentação
(Imagem de reprodução da internet).

Plataformas Digitais Alertam para Impacto Negativo da Proposta de Regulamentação

As principais plataformas digitais classificam a recente proposta de regulamentação do trabalho por aplicativos como “trágica”, expressando preocupação com potenciais consequências negativas para o setor. Uma análise interna, revelada à CNN Brasil, indica que a implementação da proposta poderia resultar em um aumento de até 25% nos custos finais dos pedidos de delivery, principalmente devido à mudança na dinâmica de contratação de trabalhadores.

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Amobitec Aponta para Retrocesso na Atividade

A Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), que representa as empresas de delivery, manifesta-se contrária à proposta, argumentando que ela representaria um retrocesso na atividade. A entidade destaca que os mais afetados seriam os trabalhadores de baixa renda, que poderiam perder o acesso ao serviço devido ao aumento dos preços e os próprios entregadores, com potencial aumento do desemprego.

Principais Argumentos das Plataformas

Os executivos das plataformas identificam dois pontos críticos na proposta. O primeiro é o piso salarial de R$ 8,50 estabelecido para as corridas. As empresas argumentam que essa medida é inconstitucional, pois impede a obtenção de ganhos de escala e eficiência, especialmente no modelo de entregas agrupadas, que junta várias solicitações próximas para otimizar custos e aumentar a remuneração dos entregadores.

Contribuição Previdenciária e Responsabilidade Objetiva

Outro ponto de discordância reside na imposição de uma contribuição previdenciária complementar às empresas caso o ganho mensal dos trabalhadores seja inferior ao salário mínimo. As plataformas consideram que essa regra ignora a realidade de muitos entregadores que trabalham poucas horas por mês e possuem outras fontes de renda.

Além disso, as empresas criticam o regime de “responsabilidade objetiva ampla e irrestrita”, que as responsabiliza por danos sofridos pelos usuários, independentemente de culpa ou controle operacional.

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