Um plano de paz de 28 pontos, com apoio dos Estados Unidos, foi desenvolvido para tentar encerrar a guerra na Ucrânia. O documento base para este plano foi elaborado por autoridades russas e entregue ao governo do então presidente (Partido Republicano) em outubro.
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A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em relatos de três fontes internas.
Não-Paper Diplomático e Exigências Russas
O documento russo, classificado como “non-paper” diplomático, retomava condições já apresentadas por Moscou nas negociações, incluindo a proposta de cessão de parte do território ucraniano no leste. Essa é a primeira confirmação da existência do documento, que havia sido noticiado em outubro.
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Diálogo e Reuniões
O Departamento de Estado, embaixadas da Rússia e da Ucrânia em Washington e a Casa Branca não comentaram o conteúdo do non-paper. A equipe presidencial citou declarações de Trump, expressando otimismo sobre o avanço das discussões. Trump orientou o enviado especial Steve Witkoff a se reunir com autoridades russas, enquanto o secretário do Exército, Dan Driscoll, conversava com representantes ucranianos.
Avaliações e Ceticismo
O presidente russo afirmou que o plano poderia ser usado como base para uma resolução final e pacífica. No entanto, a revelação do plano gerou ceticismo entre congressistas e autoridades norte-americanas, que consideram o texto próximo de uma lista de reivindicações russas, e não uma proposta equilibrada de cessar-fogo.
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Apesar disso, Washington tem pressionado a Ucrânia, indicando que sua ajuda militar pode ser reduzida caso Kiev se recuse a assinar.
Encontros e Negociações
O plano foi elaborado em parte em encontro realizado em Miami, no mês passado, entre Jared Kushner, Steve Witkoff e Kirill Dmitriev. Poucos membros do Departamento de Estado e da Casa Branca foram informados sobre a reunião. Em uma terceira fase, Witkoff deu orientações ao assessor de alto escalão do Kremlin, Yuri Ushakov, sobre como Putin deveria conduzir conversas com Trump.
