Píton Revela Segredo: Nova Molécula Pode Combater a Obesidade em Humanos!

Píton revela segredo para combater a obesidade! Nova molécula (pTOS) surge como aliada no controle do peso e apetite. Estudo inovador aponta para o potencial da substância em humanos. Saiba mais!

23/03/2026 11:26

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(Imagem de reprodução da internet).

Uma nova molécula, identificada na digestão de cobras da espécie Píton, pode ter um impacto significativo no combate à obesidade em humanos. Pesquisadores da revista científica Nature divulgaram um estudo que aponta para o potencial da substância em regular o apetite e auxiliar no controle do peso.

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O estudo, que utilizou camundongos como modelo, revelou que o tratamento contínuo com a molécula resultou em perda de peso sem apresentar efeitos colaterais negativos nos animais. A pesquisa, publicada recentemente, também identificou a presença da molécula em mamíferos após a digestão, indicando seu papel na regulação de hormônios relacionados ao controle da alimentação.

A pesquisa comparou os hábitos alimentares de camundongos e pítons, analisando os níveis de açúcar no sangue dos dois grupos. Enquanto os camundongos consomem pequenas refeições com frequência, a adaptação extrema da Píton à alimentação e ao jejum (podendo ficar de 12 a 18 meses sem se alimentar) chamou a atenção dos pesquisadores.

Após as refeições, a substância relacionada à sensação de saciedade, chamada pTOS (para-tiramina-O-sulfato nas pítons), demonstrou um aumento significativo nos répteis – cerca de 1.000 vezes após a refeição, e mais de 40 vezes nos camundongos.

Nos mamíferos, a presença do pTOS resultou em uma resposta inibidora de apetite, porém em menor escala.

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Em testes com homens jovens, a substância aumentou em até cinco vezes após as refeições. Em outro experimento, homens saudáveis que permaneceram em jejum por 6,5 horas e consumiram refeições líquidas e sólidas, apresentaram o dobro da quantidade de pTOS na corrente sanguínea.

Essa substância ativa o VMH (hipotálamo ventromedial), que desempenha um papel crucial no cérebro, promovendo a sensação de saciedade.

Os pesquisadores aplicaram oralmente pTOS em camundongos diariamente, observando uma redução de 9% no peso corporal, sem afetar a ingestão de água, a atividade física ou o gasto energético. Além disso, a aplicação não interferiu na absorção de nutrientes após a ingestão de alimentos contendo glicose, lipídios e proteínas.

Não houve alterações nos níveis de pTOS entre uma e três horas após a aplicação.

É importante lembrar que a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, responsável por regular os níveis de glicose no sangue. Algumas pessoas apresentam deficiências na produção de insulina, o que pode levar ao diabetes. A pesquisa sugere que a aplicação controlada de pTOS pode aumentar os níveis da substância no corpo humano, auxiliando na perda de peso sem causar danos à saúde.

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