A Polícia Federal (PF) prenderam um homem de 32 anos, identificado apenas como “GG”, em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, na noite deste sábado (31). Ele é suspeito de envolvimento em dois homicídios qualificados e outros crimes, incluindo tentativas de homicídio e porte ilegal de armas.
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GG possuía mandados de prisão pendentes.
A ação ocorreu em sua residência, que apresentava características de uma fortaleza de segurança, com portas blindadas e um arsenal considerável, incluindo dois fuzis e duas pistolas, além de centenas de munições. A apreensão do armamento resultou em uma acusação adicional de porte de arma de calibre restrito.
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Após a prisão, GG foi levado à Delegacia de Polícia Federal em Ponta Porã para a lavratura do auto de prisão em flagrante e encaminhamento ao Sistema Prisional do Mato Grosso do Sul. A operação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Catarina, envolvendo diversas forças policiais estaduais e federais.
Origens e Estrutura da Facção PGC
Segundo investigações, o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) surgiu no sistema prisional catarinense, seguindo modelos semelhantes aos do Primeiro Comando da Capital (PCC). A organização se desenvolveu em um contexto de superlotação e condições precárias nos presídios, como ocorreu com o PCC.
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A estrutura do PGC apresenta uma hierarquia complexa, com divisões, funções e um estatuto interno. As ramificações seriam chamadas de Primeiro Ministério, Segundo Ministério, Disciplinas e Sintonias, refletindo a organização do PCC.
A facção também utiliza práticas como o “dízimo” e o uso de termos como “irmãos” para fortalecer os laços entre seus membros.
Alianças e Identificação
O PGC tem alianças com outras facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e a Família do Norte (FDN). Os laços com o CV datam de 2008 a 2011. A identificação da facção catarinense utiliza a sigla PGC e, em alguns casos, o número “1573”, que corresponde à posição das letras no alfabeto, assim como o PCC utiliza o número “1533”.
A investigação continua para desmantelar a organização e prender outros membros envolvidos nos crimes.
