Resposta da PF sobre Ruído na Cela de Bolsonaro
A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que não há solução imediata para o problema de ruído proveniente do ar-condicionado na cela do ex-presidente (PL), Jair Bolsonaro. O comunicado, assinado pelo delegado regional Maurício Rocha da Silva, foi encaminhado nesta quarta-feira (7 de janeiro de 2026), em resposta a uma solicitação do ministro.
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A defesa do ex-presidente havia manifestado a preocupação ao STF na sexta-feira (2 de janeiro), relatando o ruído constante que afetava a saúde e o bem-estar do detido. Bolsonaro permanece preso em Brasília como parte das investigações sobre a tentativa de golpe.
Os advogados destacaram que o ruído, persistente durante as 24 horas, cria um ambiente inadequado para o descanso, impactando negativamente as condições físicas e psicológicas do preso. A situação, segundo eles, vai além do mero desconforto, constituindo uma perturbação contínua à saúde e integridade do detido.
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Em resposta, a PF explicou que a Sala de Estado Maior, onde Bolsonaro se encontra, está localizada próxima a áreas técnicas de instalação e funcionamento de equipamentos do sistema de climatização do edifício. A corporação afirmou que não existem alternativas físicas compatíveis com as exigências de segurança institucional para mudar o local de detenção.
A PF também informou que o sistema de climatização do edifício é ligado diariamente das 7h30 às 19h. Os advogados haviam sugerido a instalação de isolamento acústico e alterações no layout do espaço, mas a corporação declarou que intervenções efetivas demandariam ações complexas de infraestrutura e a paralisação do sistema por um período prolongado, prejudicando os trabalhos da Superintendência Regional.
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