Petróleo Sobe em Meio a Tensões Geopolíticas e Dados de Emprego
Os contratos futuros de petróleo registraram uma nova alta nesta sexta-feira (9), impulsionados por um cenário de crescente tensão geopolítica e pela divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos. O petróleo WTI (West Texas Intermediate) com vencimento em fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou a sessão em alta de 2,35%, atingindo US$ 59,12 o barril.
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Paralelamente, o contrato de Brent para março, cotado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 2,18%, fechando a US$ 63,34 o barril.
Desempenho da Semana e Impacto Geopolítico
Ao longo da semana, tanto o WTI quanto o Brent apresentaram ganhos significativos, comumente 3,14% e 4,06%, respectivamente. A instabilidade geopolítica, especialmente o ataque da Rússia à Ucrânia com drones e mísseis, contribuiu para o aumento da demanda por petróleo e, consequentemente, para a valorização dos contratos.
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Reafirmação de Trump sobre a Groenlândia
O presidente Donald Trump reiterou seu desejo de que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia, em declarações publicadas em entrevista ao The New York Times. Trump argumentou que a posse da ilha autônoma, que pertence à Dinamarca, é “psicologicamente importante” para ele.
Análise do Mercado e Expectativas de Oferta
Segundo Gustavo Vasquez, responsável por precificação de petróleo e GLP nas Américas da Argus, os preços futuros globais de petróleo, em particular do WTI, permaneceram voláteis durante a semana. Vasquez mencionou um possível plano de reintrodução do petróleo venezuelano no mercado global como um fator de instabilidade.
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Ele ressaltou que, apesar das notícias sobre a suspensão de restrições às vendas de petróleo venezuelano, o mercado ainda não refletiu essa informação nos preços, mas que essa situação pode gerar pressão caso o mercado interprete que o movimento efetivamente resultará em maior oferta.
Visão da ASA sobre o Repique de Preços
A instituição financeira ASA avaliou que o repique nos preços do petróleo será passageiro, servindo apenas para ajustar distorções de hedge diante de uma oferta futura que se espera mais robusta.
