Petróleo acima de US$ 100 após ataques em Ormuz: o que esperar do mercado?

Petróleo acima de US$ 100 por barril! Ataques em Ormuz elevam preços e acendem preocupações globais. Saiba o impacto do conflito Irã-EUA-Israel.

22/04/2026 08:35

3 min

Petróleo acima de US$ 100 após ataques em Ormuz: o que esperar do mercado?
(Imagem de reprodução da internet).

Petróleo Ultrapassa US$ 100 por Barril Após Ataques no Estreito de Ormuz

O preço do petróleo voltou a subir significativamente, ultrapassando a marca de US$ 100 por barril nesta quarta-feira, dia 22. O aumento está diretamente ligado aos relatos de ataques a navios no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais cruciais para o escoamento global da commodity.

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Este cenário reacendeu preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento, em função do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos (EUA) e Israel. Tais tensões foram rapidamente refletidas nos valores negociados, conforme apuraram fontes consultadas pela Reuters.

Movimentação dos Contratos Futuros

No início do dia, os contratos futuros para junho do petróleo tipo Brent apresentavam alta de 1,38%, cotados a US$ 99,84 por barril, após cruzarem os US$ 100 mais cedo. Paralelamente, o West Texas Intermediate (WTI), referência de preços nos EUA, avançava 1,14%, atingindo US$ 90,63.

Vale notar que, no dia anterior, ambos os contratos já haviam encerrado o pregão com um aumento considerável, totalizando cerca de 3% de alta.

Risco na Rota e na Oferta Global

A reversão na tendência de preços foi motivada pela notícia de que pelo menos três navios cargueiros foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz, segundo informações de segurança marítima e do United Kingdom Maritime Trade Operations.

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Impacto Geopolítico no Fluxo de Petróleo

Antes do início do conflito em fevereiro, aproximadamente 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial transitavam por aquela área. Contudo, desde o começo da guerra, Teerã tem restringido o tráfego na região, aumentando a incerteza.

Desenvolvimentos nas Negociações e Estoques nos EUA

Em outra frente, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a prorrogação indefinida do acordo com o Irã, poucas horas antes do prazo inicial expirar, na terça-feira, 21. Fontes da Reuters indicam que o objetivo é manter as conversações em andamento para um possível fim do conflito.

Este anúncio foi feito de maneira unilateral, e ainda não há confirmação de adesão por parte do Irã ou de Israel ao acordo estendido.

Dados de Estoques Americanos

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos registraram uma queda de 4,5 milhões de barris na última semana, de acordo com números preliminares divulgados pelo American Petroleum Institute (API). Houve também uma redução nos estoques de gasolina e destilados.

A expectativa do mercado apontava uma diminuição menor, de apenas 1,2 milhão de barris para a semana que findou em 17 de abril. Se os dados oficiais confirmarem essa tendência, o mercado pode ser considerado mais restrito do que o previsto.

Perspectivas de Demanda e Tensões na Europa

Analistas da PVM comentaram que, caso a queda de estoques seja confirmada e as exportações se mantenham altas, isso pode sinalizar uma demanda crescente por petróleo vinda de compradores na Europa e na Ásia.

“Isso será interpretado como uma confirmação de que os consumidores na Europa e no Extremo Oriente estão se esforçando para garantir o fornecimento de petróleo onde, quando e como puderem”, afirmaram à Reuters.

Na Europa, há um ponto de atenção adicional. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, declarou que o oleoduto Druzhba está pronto para retomar suas operações, em meio ao conflito com a Rússia.

Fontes da indústria, via Reuters, indicam que o país liderado por Vladimir Putin planeja interromper o envio de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha por essa rota a partir de 1º de maio.

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