Petroleiros Alvo de Sanções Rompem Bloqueio Marítimo na Venezuela
Um grupo de navios petroleiros, sujeitos a sanções internacionais, navegaram pelas águas venezuelanas nas últimas horas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (5) pelo jornal The New York Times, dois dias após a operação militar norte-americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
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Estratégia de Fuga Coordenada
Segundo o jornal, a movimentação dos navios foi uma ação coordenada para sobrecarregar a fiscalização naval dos Estados Unidos. O site de monitoramento TankerTrackers confirmou que cerca de 12 embarcações deixaram as águas venezuelanas em “modo escuro”, desligando seus transmissores de geolocalização – uma prática incomum na navegação comercial – para evitar o rastreamento em tempo real.
Identificação e Coordenadas Falsas
Outros quatro petroleiros – identificados como Veronica III, Vesna, Bertha e Aquila II – foram detectados por satélite a cerca de 50 km a oeste da costa venezuelana. Essas embarcações adotaram nomes falsos e informaram coordenadas incorretas para burlar o cerco.
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Estratégia de Enxame
Samir Madani, cofundador do TankerTrackers, afirmou ao New York Times que o movimento simultâneo visa criar uma distração em massa, descrevendo a tática como “a única forma realmente eficaz” de furar o bloqueio.
Carga dos Navios
A plataforma de monitoramento indica que os navios estariam carregados com petróleo cru. No entanto, o jornal americano aponta que algumas embarcações poderiam estar vazias para navegar com maior velocidade.
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Bloqueio Marítimo Mantido
Apesar da captura de Maduro no sábado (3), o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, reafirmou que o bloqueio naval permanece ativo. A medida, ordenada em 16 de dezembro, visa impedir o que Washington classifica como roubo de petróleo para financiamento do narcotráfico.
Intervenção Americana
Donald Trump acrescentou que os EUA passarão a administrar as reservas de petróleo do país sul-americano.
Continuidade do Bloqueio
O jornal destaca que os navios partiram sem autorização do governo interino de Nicolás Maduro.
