Petrobras suspende perfuração no poço Morpho após vazamento em bacia da Foz do Amazonas. Tubulações avariadas serão reparadas e inspecionadas.
A Petrobras interrompeu as atividades de perfuração no poço Morpho, localizado na bacia da Foz do Amazonas, após detectar um vazamento de fluido em tubulações auxiliares da operação. O incidente, registrado no último domingo (4), ocorreu no bloco FZA-M-059, situado em águas profundas a aproximadamente 175 quilômetros do litoral da região.
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De acordo com informações da companhia e documentos técnicos, a falha foi identificada em duas linhas que conectam o navio-sonda ao poço. A perda de material foi inicialmente notada pela redução do nível nos tanques da plataforma.
Para confirmar a origem do problema, um robô submarino (ROV) foi enviado a uma profundidade de 2.700 metros, localizando a descarga direta no oceano. Estima-se que cerca de 15 metros cúbicos (aproximadamente 15 mil litros) de fluido de perfuração tenham vazado antes que o sistema fosse isolado e contido.
O material, popularmente chamado de “lama”, é composto por base aquosa e aditivos, sendo utilizado para resfriar a broca e estabilizar a pressão durante os trabalhos. A estatal assegurou que o produto é biodegradável, atende aos limites de toxicidade exigidos e não representa ameaça ao meio ambiente ou à segurança das equipes.
A operação de sondagem ficará suspensa por um período estimado entre 10 e 15 dias. Durante esse intervalo, as tubulações avariadas serão trazidas à superfície para inspeção detalhada e conserto. A Petrobras reforçou que tanto o poço quanto a sonda permanecem íntegros e seguros, e que os órgãos fiscalizadores competentes já foram notificados.
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