Inspeção Remota em Sonda da Petrobras Suspensa Após Vazamento na Foz do Amazonas
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) programou uma inspeção remota na sonda contratada pela Petrobras para exploração na bacia da Foz do Amazonas. A fiscalização, que deve ocorrer entre 9 e 13 de fevereiro, é um passo fundamental para que a empresa possa retomar a perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, em uma profundidade de 2.700 metros.
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O problema que paralisou a operação ocorreu em duas tubulações auxiliares que ligam a embarcação ao poço Morpho. Aproximadamente 18 mil litros de fluido de perfuração foram liberados no mar. Inicialmente, a companhia previa retomar as atividades em 15 dias, mas até o momento não há previsão confirmada.
Tanto a ANP quanto o Ibama precisam, antes de tudo, autorizar o reinício dos trabalhos.
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Subseção: Impacto Ambiental e Investigação
O local do vazamento fica a aproximadamente 50 quilômetros de uma formação única que ocupa cerca de 9.500 km² entre Amapá e Maranhão. Estudos indicam que três territórios indígenas, seis comunidades quilombolas e 34 áreas protegidas com alta vulnerabilidade à contaminação por hidrocarbonetos, incluindo o maior manguezal contínuo do país, estão afetados.
A estatal declarou que a perfuração só será reiniciada após a conclusão das inspeções das tubulações, um trabalho realizado na própria plataforma, com acompanhamento dos órgãos reguladores.
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Lista de Itens: Dados Históricos e Desafios
- Um quarto das tentativas de perfuração nas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Barreirinhas foram abandonadas por problemas técnicos.
- 41 (26%) dos 156 poços autorizados enfrentaram interrupções por falhas operacionais.
- 27 dos 96 poços na Foz do Amazonas tiveram suas operações interrompidas por acidentes mecânicos; 28% do total.
Outra Subseção: Ações e Propostas
O Ibama foi notificado através do Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema) e exigiu um relatório completo da Petrobras, abordando a origem do problema, a composição química do material vazado, a toxicidade, as consequências ambientais e as providências para prevenir novos incidentes.
O Ministério Público Federal no Amapá também solicitou explicações, ampliando um inquérito civil iniciado em 2018. O Observatório do Clima, rede que reúne 161 organizações da sociedade civil, propôs diretrizes para o plano de transição energética brasileiro, defendendo uma lógica de exploração mínima em áreas socioambientalmente vulneráveis.
Potencial Bilionário em Jogo na Margem Equatorial
Estimativas técnicas indicam reservas de até 10 bilhões de barris recuperáveis, com 6 bilhões concentrados na Foz do Amazonas. A produção brasileira tende a declinar entre 2030 e 2035, quando o pré-sal começará a perder produtividade. Caso a Margem Equatorial entre em operação, análises projetam receitas petrolíferas estáveis entre 2,5% e 3% do PIB, gerando de 250 a 350 bilhões de reais anuais.
Atualmente, 38 blocos estão concedidos nas três bacias amazônicas, e outros 270 aguardam estudos ou estão disponíveis para futuras rodadas de licitação.
