Inspeção remota na sonda da Petrobras suspensa após vazamento na Foz do Amazonas! Milhares de litros de fluido vazaram, ameaçando ecossistema único. A corrida pelo bilhão na Margem Equatorial está em risco. Saiba mais!
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) programou uma inspeção remota na sonda contratada pela Petrobras para exploração na bacia da Foz do Amazonas. A fiscalização, que deve ocorrer entre 9 e 13 de fevereiro, é um passo fundamental para que a empresa possa retomar a perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, em uma profundidade de 2.700 metros.
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O problema que paralisou a operação ocorreu em duas tubulações auxiliares que ligam a embarcação ao poço Morpho. Aproximadamente 18 mil litros de fluido de perfuração foram liberados no mar. Inicialmente, a companhia previa retomar as atividades em 15 dias, mas até o momento não há previsão confirmada.
Tanto a ANP quanto o Ibama precisam, antes de tudo, autorizar o reinício dos trabalhos.
O local do vazamento fica a aproximadamente 50 quilômetros de uma formação única que ocupa cerca de 9.500 km² entre Amapá e Maranhão. Estudos indicam que três territórios indígenas, seis comunidades quilombolas e 34 áreas protegidas com alta vulnerabilidade à contaminação por hidrocarbonetos, incluindo o maior manguezal contínuo do país, estão afetados.
A estatal declarou que a perfuração só será reiniciada após a conclusão das inspeções das tubulações, um trabalho realizado na própria plataforma, com acompanhamento dos órgãos reguladores.
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O Ibama foi notificado através do Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema) e exigiu um relatório completo da Petrobras, abordando a origem do problema, a composição química do material vazado, a toxicidade, as consequências ambientais e as providências para prevenir novos incidentes.
O Ministério Público Federal no Amapá também solicitou explicações, ampliando um inquérito civil iniciado em 2018. O Observatório do Clima, rede que reúne 161 organizações da sociedade civil, propôs diretrizes para o plano de transição energética brasileiro, defendendo uma lógica de exploração mínima em áreas socioambientalmente vulneráveis.
Estimativas técnicas indicam reservas de até 10 bilhões de barris recuperáveis, com 6 bilhões concentrados na Foz do Amazonas. A produção brasileira tende a declinar entre 2030 e 2035, quando o pré-sal começará a perder produtividade. Caso a Margem Equatorial entre em operação, análises projetam receitas petrolíferas estáveis entre 2,5% e 3% do PIB, gerando de 250 a 350 bilhões de reais anuais.
Atualmente, 38 blocos estão concedidos nas três bacias amazônicas, e outros 270 aguardam estudos ou estão disponíveis para futuras rodadas de licitação.
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