Petrobras lidera aumento de produção no Norte Fluminense em 2025

Petrobras consolida atuação com aumento expressivo na produção do Norte Fluminense, impulsionando a retomada da bacia.

05/07/2026 05:45

2 min

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A Bacia de Campos, no Norte Fluminense, apresentou um crescimento notável na produção de petróleo e gás em 2025, registrando um aumento de 10,9% em relação ao ano anterior. Esse desempenho impulsionou a região a responder por 20% da produção nacional, apesar de manter um nível historicamente baixo, classificado como a terceira menor média nos últimos 25 anos, conforme análise do Ineep.

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Em 2025, a produção média da bacia atingiu 828,6 mil boed (barris de óleo equivalente por dia), com 80% provenientes de poços do pós – sal brasileiro. Essa produção, significativamente inferior a 1 milhão de boed no início dos anos 2000 e ao pico de 1,94 milhão de boed em 2011, reflete a complexidade do cenário de investimentos e amadurecimento natural dos campos, conforme apontado pela ANP.

Desempenho em 2025

Em 2025, seis poços exploratórios foram perfurados na Bacia de Campos, representando 32% do total perfurado no país e 60% dos poços perfurados no offshore. A predominância de estruturas não fixas, como FPSOs (Flutuadores de Produção de Petróleo), que responderam por 66,1% da produção, demonstra a importância da tecnologia e da otimização das operações na região.

A Petrobras liderou a produção na bacia, respondendo por 70,4% do total (583,3 mil boed), com um aumento de 21,4% em relação ao ano anterior. No entanto, as demais petroleiras, incluindo Prio, Shell, Trident Energy, Brava Energia e Perenco, registraram um terceiro ano consecutivo de queda na produção, que recuou de 338 mil boed em 2023 para 299 mil boed em 2025.

Operadoras e Produção

As principais operadoras da Bacia de Campos em 2025 foram Petrobras (70,4%), Prio, Shell, Trident Energy, Brava Energia e Perenco. A Petrobras planeja perfurar margem equatorial no Rio Grande do Norte, conforme anunciado por Chambriard.

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Em dezembro de 2025, a bacia possuía 39 plataformas em operação, com 18 sendo do tipo flutuante (FPSO). A dependência de estruturas não fixas e o investimento em exploração e produção continuam sendo fatores cruciais para o futuro da Bacia de Campos, apesar dos desafios impostos pelo amadurecimento natural dos campos e pela necessidade de novas descobertas.

A análise da ANP ressalta a necessidade de um equilíbrio entre o aproveitamento dos recursos existentes e o investimento em novas tecnologias e atividades exploratórias para garantir a sustentabilidade da produção na Bacia de Campos.

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