Petrobras foca no México e avalia expansão global em 2026: o que esperar?

Petrobras foca expansão em 2026: México é prioridade! Saiba por que a Venezuela e EUA não são o foco da estatal.

13/04/2026 13:43

4 min

Petrobras foca no México e avalia expansão global em 2026: o que esperar?
(Imagem de reprodução da internet).

Estratégia de Expansão Internacional da Petrobras em 2026

A Petrobras tem avaliado ativamente oportunidades de expansão em escala global, adaptando suas estratégias de acordo com o cenário energético mundial. Em uma entrevista concedida à EXAME, a presidente da companhia delineou focos distintos para cada região de interesse.

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Ela indicou que o México é o principal foco da empresa. Em contraste, a Venezuela é vista como um desafio maior, devido a restrições significativas, como questões geológicas e sanções internacionais. A presidente mencionou seu interesse pelo Golfo do México mexicano, apesar de reconhecer a complexidade de operar no país.

Análise de Mercados: México vs. Estados Unidos

A presidente afirmou que o Golfo do México mexicano atrai grande interesse. Sobre a Venezuela, ela ponderou que, embora a reserva esteja descoberta, trabalhar lá é extremamente difícil. Sobre os Estados Unidos, o olhar da gestão não se volta para lá, mesmo com a participação já existente da Petrobras no país.

“O golfo mexicano é bom para nós. Por que o americano não é? Porque o americano já tá pra lá de explorado. Se eu vou pra lá, vai ser pra achar coisa pouca. Eu até tenho um pedacinho de um campo lá, mas eu não vou achar nada maior lá”, declarou Chambriard.

Critérios de Viabilidade Econômica para Investimentos

Para qualquer área considerada, a diretriz inicial da companhia é realizar estudos aprofundados. O objetivo é determinar se o investimento nessas regiões se justifica economicamente para a Petrobras.

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“Para todos esses espaços, a primeira coisa que a gente tem que fazer é estudar e chegar à conclusão se vale a pena para nós economicamente ou não. A reserva pode estar lá, mas, para mim, ela só vale se ela for economicamente viável e se ela der, para mim, o retorno que a Petrobras pretende.

Se ela estiver lá, não for economicamente viável ou tiver um retorno a menor do que a gente pretende, não iremos”, explicou a presidente, que completará dois anos na presidência da estatal em maio.

A África como Nova Fronteira Estratégica

A África ganhou um papel central na estratégia de crescimento da Petrobras. Para Magda Chambriard, a margem atlântica africana representa uma aposta natural, aproveitando a experiência acumulada no pré-sal brasileiro.

“O que é fácil para a gente fazer? Águas profundas da margem atlântica africana. Porque é a mesma coisa que a gente tem aqui, é muito parecido. Então, o que a gente está acostumado a fazer aqui é fácil fazer lá. A margem atlântica africana está no nosso interesse”, afirmou.

Entre os países monitorados estão São Tomé e Príncipe, Namíbia, Gana, Costa do Marfim e África do Sul. Esses locais estão ganhando destaque no mapa global de petróleo em águas profundas, auxiliando a empresa a mitigar o declínio esperado do estoque de reservas na próxima década.

Atuação nas Américas e o Pilar Brasileiro

Nas Américas, a Petrobras mantém presença relevante, focando em gás natural e projetos de parceria. Na Colômbia, a descoberta do poço Sirius-2, em consórcio com a Ecopetrol, foi notável, apresentando capacidade equivalente a quase metade da produção diária de gás da Petrobras no Brasil.

A empresa também possui ativos na Argentina, detendo 33,6% do ativo de produção Rio Neuquén por meio da Petrobras Operaciones S.A. Na Bolívia, continua sendo uma produtora importante de gás, com participação nos campos de San Alberto e San Antonio.

Apesar da visão internacional, o Brasil permanece o eixo central. O pré-sal, no litoral do Sudeste, continua sendo o motor principal, responsável por 82% da produção. Em 2025, a estatal alcançou um recorde histórico de média de 2,4 milhões de barris por dia.

Novas Fronteiras no Litoral Brasileiro

A atenção se volta agora para a Margem Equatorial, no litoral norte, vista como um potencial “novo pré-sal”. A Bacia de Pelotas também ganha relevância, impulsionada por descobertas em regiões geologicamente similares, como Uruguai e Namíbia.

O foco da presidente é replicar o sucesso que consolidou o pré-sal como o ativo principal, garantindo o próximo ciclo de crescimento. “Repor reservas onde quer que elas existam é do nosso interesse”, concluiu a presidente.

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