Petro processará Daniel Noboa por calúnia: o que dizem as tensões entre Colômbia e Equador?

Petro processará Daniel Noboa por calúnia! Saiba os detalhes da briga diplomática e como as tensões comerciais entre Colômbia e Equador escalaram.

19/04/2026 17:38

2 min

Petro processará Daniel Noboa por calúnia: o que dizem as tensões entre Colômbia e Equador?
(Imagem de reprodução da internet).

Petro planeja processar Daniel Noboa por calúnia após tensões diplomáticas

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste domingo, dia 19, que moverá um processo contra o chefe de Estado do Equador, Daniel Noboa, acusando-o de calúnia. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida à Revista Semana.

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Acusações de vínculos esquerdistas e presença militar

Em seu relato, o presidente equatoriano afirmou que, durante sua posse em maio de 2025, o colombiano esteve acompanhado por membros do movimento esquerdista Revolución Ciudadana. Segundo Noboa, esse grupo teria laços com Adolfo Macías, líder da facção Los Choneros, conhecido como Fito.

Detalhes do encontro no Equador

Petro contestou as alegações, mencionando que foi acompanhado tanto pelo exército equatoriano quanto pela escolta da força pública colombiana quando esteve no país vizinho. Ele argumentou que testemunhas confirmariam sua presença em locais onde estava finalizando um livro.

O líder colombiano expressou preocupação com a suspeita de contatos obscuros ao visitar o Equador, questionando se qualquer deslocamento pelo país poderia gerar tal impressão.

Desentendimentos e retaliações comerciais entre os países

Este episódio reforça a disputa contínua entre os dois líderes, que já mergulhou Colômbia e Equador em um cenário de guerra comercial. Em janeiro, Noboa impôs tarifas unilaterais sobre produtos colombianos, alegando falhas no controle da fronteira comum.

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Escalada das tarifas e tensões políticas

A Colômbia retaliou com a imposição de impostos e a suspensão do fornecimento de energia. Em resposta, o Equador aumentou progressivamente a tarifa, elevando-a de 30% para 50%, e posteriormente para 100%, com vigência prevista para maio.

A relação bilateral piorou ainda mais quando Petro classificou Jorge Glas, ex-presidente do Equador e condenado por envolvimento no caso Odebrecht, como um “preso político”, concedendo-lhe nacionalidade colombiana. Noboa rejeitou veementemente essa classificação, alegando que ela feriria a soberania equatoriana.

Resolução das Divergências Diplomáticas

Em reação à declaração de Petro, Noboa convocou seu embaixador em Bogotá para consultas. A Colômbia, por sua vez, adotou uma medida similar em retaliação. O presidente colombiano também anunciou a publicação de uma lista de equatorianos extraditados por ele para diversos países e capturados na Colômbia.

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