Peste bubônica ressurge nos EUA e reacende debate sobre doenças históricas. A incidência da peste bubônica, conhecida como “peste negra”, gera preocupação global
A confirmação de um caso de peste bubônica nos Estados Unidos, no final de agosto, gerou um debate sobre a persistência de doenças que historicamente foram consideradas extintas. A peste bubônica, conhecida como “peste negra”, causou devastação no mundo medieval, com estimativas de mortes entre 75 milhões e 200 milhões de pessoas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No entanto, outras enfermidades, como a hanseníase e a cólera, também continuam presentes, demonstrando que a história da saúde humana é complexa e multifacetada.
A dificuldade em erradicar doenças como a peste bubônica reside em diversos fatores. A prevalência de muitas condições está ligada a cenários de baixa condição socioeconômica e à falta de acesso a vacinas eficazes. Os microrganismos patogênicos, sejam bactérias, vírus ou fungos, buscam se perpetuar, adaptando-se e encontrando formas de driblar as barreiras criadas pelo ser humano.
A desigualdade social e as falhas na vigilância epidemiológica contribuem para o surgimento de surtos e casos localizados. Para superar esses problemas, é fundamental garantir o saneamento básico, o acesso à água potável e a distribuição de antimicrobianos e vacinas à população.
O monitoramento constante e a identificação precoce de casos são cruciais para controlar a propagação de doenças.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, tem raízes na história da humanidade, com evidências de sua existência desde 2698 a.C. na China Imperial. Sua incidência diminuiu nas regiões desenvolvidas devido à melhoria nas condições de vida, mas persiste em áreas menos desenvolvidas, como o Brasil.
O diagnóstico tardio e o tratamento prolongado (de seis meses a um ano) representam desafios na erradicação da doença.
A cólera, uma doença bacteriana causada pela espécie Vibrio cholerae, também possui uma longa história, com registros de pandemias desde o século XII. A transmissão ocorre por contato fecal-oral ou pela ingestão de água e alimentos contaminados.
A falta de saneamento básico e o acesso limitado a vacinas, especialmente em regiões vulneráveis, favorecem a disseminação da doença. A ocorrência de casos importados e a demora no diagnóstico e tratamento representam desafios adicionais.
Apesar da ocorrência de casos autóctones raros no Brasil, a vulnerabilidade do país reside na falta de acesso a saneamento básico e na desigualdade social, que contribuem para a disseminação de doenças infecciosas. O monitoramento constante e a implementação de medidas de prevenção são essenciais para proteger a saúde da população.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!