Pessimismo Global: Economia em Desafio e Futuro Incerto, Segundo The Economist

Sentimento de pessimismo afeta economia global, com projeções negativas para as próximas gerações. Otimismo baixo em países como Brasil, Alemanha e Japão.

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(Imagem de reprodução da internet).

Expectativas e o Desafio da Economia Global

O sentimento de pessimismo tem um impacto significativo na economia. Observa-se uma onda de ceticismo em nível global, com projeções de vidas menos prósperas e um futuro menos favorável para as próximas gerações. Essa mentalidade negativa afeta diretamente a atividade econômica, representando um dos maiores desafios para a economia global, segundo a revista The Economist.

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Pesquisas revelam um cenário preocupante, com a maioria dos entrevistados em diversos países – incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, União Europeia, Japão, Brasil e outros – concordando que a vida será mais difícil para a próxima geração e que a sociedade favorece os ricos em detrimento dos pobres.

Em muitos países, a confiança nas instituições públicas é baixa, com a maioria dos entrevistados considerando-as ineficientes e um desperdício de recursos, exceto na Dinamarca.

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Um estudo da Ipsos Populism Report, realizado em 2025, demonstrou que 69% dos brasileiros acreditam viver em uma sociedade deteriorada, posicionando o país em quarto lugar no ranking mundial, atrás da Alemanha, África do Sul e Hungria. Outras pesquisas, como um estudo da Gallup com mais de 60.000 adultos, indicam que os “pessimistas econômicos” superam os otimistas em proporções elevadas no Reino Unido e no Japão, com uma razão de 12 para 1 na Alemanha.

Efeitos Diretos e Indiretos do Pessimismo

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A diminuição da confiança do consumidor, impulsionada pelo pessimismo generalizado, perpetua um ciclo de baixa atividade econômica e falta de confiança no futuro, mesmo em cenários de crescimento econômico. O baixo investimento no futuro pode abafar o efeito de políticas fiscais e monetárias positivas.

Famílias e empresas adiam decisões importantes, e governos, diante da instabilidade geopolítica, priorizam o protecionismo.

Além disso, o pessimismo resulta em menor natalidade, menos matrículas universitárias e preocupações com o custo de criar filhos e dívidas estudantis, levando a uma força de trabalho reduzida e menos educada a longo prazo. A crença na injustiça inerente à economia, como apontada pela The Economist, também contribui para esse cenário.

Economias de Soma Zero e o Impacto da Tecnologia

A percepção de que a economia é um “jogo de soma zero”, onde os ganhos de um grupo são compensados pelas perdas de outros, alimenta o pessimismo e incentiva políticas protecionistas, conforme evidenciado por estudos da Universidade Oxford e da Universidade Harvard.

Essa lógica se estende ao progresso tecnológico, com jovens americanos expressando preocupação de que a inteligência artificial destruirá mais oportunidades do que criará.

Conclusão

O sentimento de pessimismo, impulsionado por preocupações sobre a injustiça econômica e o impacto da tecnologia, pode levar a “economias defensivas” que priorizam a estabilidade em detrimento do crescimento, especialmente quando eleitores são pessimistas, o que pode levar a políticas brandas e falta de disciplina fiscal.

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