Pesquisadores rastreiam borboletas-monarca em tempo real com tecnologia inovadora

Pesquisadores rastreiam borboletas-monarca em tempo real com tecnologia inovadora. Cientistas da Universidade de Miami e Princeton monitoram migração de insetos

30/01/2026 3:36

1 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Rastreamento em Tempo Real de Borboletas-Monarca

Pesquisadores da Universidade de Miami e da Universidade de Princeton estão utilizando uma nova tecnologia de rastreamento para acompanhar borboletas-monarca em tempo real. Essa descoberta pode transformar o estudo da migração e do comportamento de insetos.

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As borboletas-monarca são equipadas com pequenos transmissores de rádio que informam sua localização enquanto viajam pela América do Norte.

Os dispositivos, pequenos o suficiente para caberem nas costas das borboletas, permitem que os cientistas rastreiem seus movimentos, algo que antes era inferido a partir de avistamentos e da recuperação de transmissores. A tecnologia utiliza sinais Bluetooth e pequenos painéis solares para transmitir dados sem a necessidade de baterias.

Qualquer receptor dentro do alcance, incluindo smartphones, pode detectar o sinal.

Novas Possibilidades de Pesquisa

A capacidade de colocar etiquetas em borboletas-monarca e rastreá-las em tempo real abre um leque enorme de possibilidades. As borboletas-monarca migram milhares de quilômetros do Canadá e do norte dos Estados Unidos para locais de hibernação no México, a mais longa migração conhecida de qualquer inseto.

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Os dados das etiquetas são exibidos em mapas interativos que mostram trajetórias de movimento precisas, oferecendo informações sobre como as borboletas-monarca se orientam, onde param e como os fatores ambientais podem afetar a migração.

Aplicações Futuras

Os pesquisadores acreditam que a mesma tecnologia poderá ser utilizada em outros insetos, incluindo libélulas e gafanhotos, auxiliando potencialmente pesquisas ecológicas e até mesmo esforços humanitários, rastreando enxames destrutivos. “É realmente um divisor de águas”, disse Rosser. “Não apenas para as borboletas-monarca, mas para entendermos como os animais se movem pelo mundo.”

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