Estudo revela influência de pesquisadores como Paulo Artaxo e Vini Jr em políticas públicas brasileiras. A USP lidera com 22 nomes, focando em saúde e ambiente
A pesquisa científica desempenha um papel crucial na formulação de políticas públicas no Brasil. Um estudo recente, conduzido em parceria entre a Agência Bori e a Overton, identificou os pesquisadores mais citados em documentos estratégicos entre 2019 e julho de 2025, revelando um cenário de influência notável.
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A Universidade de São Paulo se destaca como a instituição com maior impacto, liderando a lista com 22 pesquisadores mencionados em mais de mil documentos de políticas públicas, totalizando mais de 6.700 citações. A Universidade Federal de Pelotas também possui uma presença significativa, com seis pesquisadores influentes, concentrando-se principalmente nas áreas de saúde, nutrição e serviços públicos.
A análise revela um foco considerável dos pesquisadores nas áreas ambientais e de saúde. A área de ecossistemas e uso da terra, que aborda temas como desmatamento, conservação e restauração, é a mais representada, com 35% dos pesquisadores influentes nesse campo.
Outras áreas de destaque incluem doenças infecciosas e vacinas, clima e atmosfera, e doenças não transmissíveis e serviços de saúde, como alimentação e nutrição. O estudo também analisou citações em documentos da Organização das Nações Unidas (ONU), com exemplos notáveis como as contribuições de Paulo Artaxo (USP), citado no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, com mais de 3.500 referências em documentos de políticas públicas.
Apesar da relevância, a representação feminina no estudo é um ponto de atenção. Das 107 pessoas mapeadas, apenas 22 são mulheres, representando 20,5% do total. No entanto, em áreas específicas, como alimentação e nutrição, e economia e finanças, a presença feminina é maior, com 31,3% e 28,6%, respectivamente.
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Em áreas como doenças não transmissíveis, vacinas, ecossistemas e uso da terra, e clima, a representação feminina é mais baixa, variando entre 13,5% e 18,2%.
Principais Pesquisadores:
A lista completa de pesquisadores influentes inclui nomes como César G. Victora (Universidade Federal de Pelotas), Carlos Augusto Monteiro (Universidade de São Paulo), Aluísio J. D. Barros (Universidade Federal de Pelotas), Paulo Hilário Nascimento Saldiva (Universidade de São Paulo), Pedro C.
Hallal (Universidade Federal de Pelotas), João S. Campari (Governo Federal do Brasil), Pedro H. S. Brancalion (Instituto de Pesquisa e Ciência Florestal / Universidade de São Paulo), Bernardo B. N. Strassburg (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), Álvaro Avezum (Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia / Hospital Alemão Oswaldo Cruz), Britaldo Soares-Filho (Universidade Federal de Minas Gerais), Rafael Goldszmidt (Fundação Getulio Vargas), Abel L.
Packer (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo), Roberto Schaeffer (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Carlos A. Nobre (Universidade de São Paulo), Luiz E. O. C. Aragão (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Lucas Guimarães Abreu (Universidade Federal de Minas Gerais), Micheline de Sousa Zanotti Stagliorio Coêlho (Universidade de São Paulo), José A.
Marengo (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais / Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais / Universidade de São Paulo), Renata Bertazzi Levy (Universidade de São Paulo), Philip M. Fearnside (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Ane Alencar (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Sergio Firpo (Fundação Getulio Vargas / Insper), Clinton N.
Jenkins, Beatriz Grinsztejn, Mercedes Bustamante, Giovanny Vinícius Araújo de França, Fernando C. Barros, Maicon Falavigna, Geoffrey Cannon, Bernardo L. Horta, Renato Crouzeilles, Christian Kieling, Deborah Carvalho Malta, Flávia Ribeiro Machado, Paulo A.
Lotufo, Rodney García Rocha, Maria Laura da Costa Louzada, André F.P. Lucena, Jean-Claude Moubarac, Ima Célia Guimarães Vieira, Paulo Artaxo, Blandina Felipe Viana, Samuel Osorio, Patrícia Constante Jaime, Breno Magalhães Freitas, Carlos Carvalho, Raoni Rajão, Claudio Ferraz, Álvaro Iribarrem, Paulo Moutinho, Valdiléa G.
Veloso, Jean Paul Metzger, Waleska Teixeira Caiaffa, Felipe Barreto Schuch, Gulnar Azevedo e Silva, Bruce Bartholow Duncan, Alexandre C. Köberle, Marcos Heil Costa, Pedro Rochedo, Juliano Assunção, Luciano César Pontes Azevedo, Luis Augusto Rohde, Maurício Lacerda Nogueira, Júlio Croda, Fábio Rúbio Scarano, Universidade de São Paulo, e muitos outros.
Este estudo demonstra a importância da pesquisa científica na formulação de políticas públicas no Brasil, ressaltando a necessidade de fortalecer a colaboração entre pesquisadores e órgãos governamentais para enfrentar os desafios complexos que o país enfrenta.
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