Pesquisa Aponta: Insatisfação e Desconfiança Após Rompimento da Barragem de Brumadinho

Pesquisa aponta insatisfação e desconfiança após Brumadinho. Levantamento do PoderData revela 52% a favor de prisão preventiva de ex-dirigentes da Vale. Justiça lenta e 80% desconfiam punição

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(Imagem de reprodução da internet).

Pesquisa Revela Preocupações com Segurança e Justiça Após Rompimento da Barragem de Brumadinho

Uma pesquisa realizada pelo PoderData, entre 27 e 30 de dezembro de 2025, aponta para um alto grau de insatisfação e desconfiança em relação à resposta do Estado e das empresas do setor de mineração após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ocorrido em janeiro de 2019.

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Os resultados indicam que 52% dos brasileiros são favoráveis à prisão preventiva de ex-dirigentes e responsáveis técnicos envolvidos no desastre.

O levantamento, que envolveu 3.200 entrevistas em 111 municípios das 27 unidades da Federação, também revelou que 80% dos entrevistados avaliam que a Justiça é lenta ou omissa na punição dos responsáveis. A pesquisa, com margem de erro de 1,9 ponto percentual e nível de confiança de 95%, demonstra um temor generalizado de que tragédias semelhantes possam se repetir no país. 68% dos entrevistados expressaram essa preocupação, refletindo uma desconfiança na capacidade de prevenção do Estado e das empresas do setor.

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A atuação da mineradora Vale foi amplamente criticada. 58% dos entrevistados consideram que a empresa faz menos do que o suficiente ou não faz nada para reparar as famílias e cidades atingidas. Adicionalmente, 45% afirmaram que a mineração no Brasil está menos segura do que antes do rompimento.

Em Minas Gerais, o estado diretamente afetado, a desconfiança é ainda maior: 83% dos entrevistados avaliam a atividade mineral como insegura, em contraste com 54% no restante do país.

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A pesquisa também identificou um forte apoio a medidas punitivas mais severas. 74% dos entrevistados defendem a cassação definitiva dos registros profissionais de engenheiros e geólogos envolvidos no caso, enquanto 70% acreditam que as multas ambientais deveriam ser destinadas prioritariamente às associações de familiares das vítimas, e não ao caixa geral do poder público.

A percepção de descrédito em relação à comunicação corporativa da empresa é notável: 60% consideram que campanhas institucionais e ambientais após Brumadinho e Mariana são tentativas de reconstrução de imagem, sem mudanças estruturais ou reparações suficientes.

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