O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, impôs um prazo à CEO da Anthropic, Dario Amodei, para que a empresa atendesse às exigências do Departamento de Defesa em relação ao modelo de IA Claude. A data limite é sexta-feira (27).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Caso contrário, a Anthropic corria o risco de perder um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono, além de ser incluída em uma lista negra do governo.
Restrições e Preocupações da Anthropic
O cerne da questão reside nas restrições impostas pela Anthropic ao modelo de IA. O Pentágono, que possui o contrato com a empresa, deseja que a Anthropic remova essas limitações para que as Forças Armadas possam utilizar o modelo para “todo uso legal”, conforme declarado por uma fonte interna às discussões.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No entanto, a Anthropic expressa preocupações significativas, principalmente em relação ao desenvolvimento de armas controladas por IA e à possibilidade de vigilância em massa de cidadãos americanos.
Ameaças e a Lei de Produção de Defesa
Uma fonte revelou que o Pentágono avisou que rescindiria o contrato com a Anthropic se a empresa não concordasse com os termos até sexta-feira (27). Além disso, autoridades do Pentágono alertaram que utilizariam a Lei de Produção de Defesa (DPA) contra a Anthropic ou a designariam como um risco para a cadeia de suprimentos, uma medida que historicamente tem sido usada para influenciar empresas em prol da defesa nacional.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Tom Cordial, mas Sem Ceder
Apesar do tom cordial e respeitoso durante a reunião, sem discussões acaloradas, Dario Amodei, CEO da Anthropic, reiterou as ressalvas da empresa sobre armas autônomas e vigilância em massa. Uma fonte confidenciou que a Anthropic não tem planos de ceder e atender às exigências do Pentágono.
Resposta da Anthropic e Contexto da Empresa
Um porta-voz da Anthropic descreveu a reunião como uma conversa de “boa-fé”, destacando que Dario Amodei expressou apreço pelo trabalho do Departamento e agradeceu ao secretário pelos serviços. A Anthropic continua as conversas de boa-fé para garantir que a empresa possa continuar apoiando a missão de segurança nacional do governo, de acordo com o que seus modelos podem fazer de forma confiável e responsável.
A Anthropic se posiciona como a empresa de IA mais preocupada com a segurança da IA, sendo fundada por ex-funcionários da OpenAI que deixaram a empresa devido a divergências sobre a direção, a abordagem de segurança e o ritmo de desenvolvimento de IA da criadora do ChatGPT.
A Anthropic também anunciou recentemente que está doando US$ 20 milhões para um grupo político que faz campanha por mais regulamentação da IA.
