Penny: Fim de uma Era na História Monetária Americana

O Fim de uma Era: O Penny Desaparece
Após 232 anos em circulação, a moeda de um centavo dos Estados Unidos, conhecida como “penny”, deixou de existir oficialmente em 12 de abril. O Departamento do Tesouro tomou a decisão, motivada por dois fatores principais: o alto custo de produção da moeda e sua perda de relevância no comércio moderno.
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A fabricação de cada unidade de penny ultrapassava os 3 centavos americanos, um valor superior ao seu valor nominal. Além disso, a inflação e as mudanças nos hábitos de consumo tornaram o centavo inadequado para transações de baixo valor, como a compra de balas ou chicletes.
As últimas moedas foram cunhadas na tarde de 13 de abril, na Filadélfia, com a presença de autoridades do Tesouro. As instalações da Casa da Moeda de Denver e Filadélfia produzem moedas para circulação e as não circuladas, enquanto a Casa da Moeda de São Francisco fabrica as moedas “proof” – produzidas com um acabamento especial para colecionadores.
A extinção do penny representa o fim de uma era na história monetária americana.
A introdução do centavo em 1793, na Filadélfia, é atribuída a Alexander Hamilton, o primeiro secretário do Tesouro, que foi o principal responsável pela formulação do Ato de Cunhagem, que instituiu o centavo e outras moedas. No entanto, com o tempo, o penny se tornou cada vez mais ignorado, acumulando poeira em potes de troco ou em bandejas de “deixe um centavo” nas lojas.
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A crescente argumentação sobre sua obsolescência resultou em sua extinção, oficializada pelo presidente Donald Trump em fevereiro.
Mesmo “morto”, o centavo ainda levará algum tempo para desaparecer, já que cerca de 250 bilhões deles estavam em circulação. À medida que essas moedas desaparecem, os comércios terão que arredondar as transações em dinheiro para o valor mais próximo de 5 centavos.
O nickel, com valor de 5 centavos, seu “primo maior”, nunca teve a mesma relevância cultural.
Embora a moeda americana de um centavo tenha um valor específico, o termo “penny” persiste. A palavra tem raízes no inglês antigo. A palavra “penny” vem do termo britânico “pennies”, que era usada para se referir a uma moeda de baixo valor na Grã-Bretanha, originada da palavra “penning” (uma moeda de cobre usada na Europa medieval).
Quando os Estados Unidos começaram a cunhar sua própria moeda, a designação “penny” foi adotada para a moeda de 1 centavo, em razão da influência direta das práticas monetárias britânicas.
Ao longo de sua história, o centavo exerceu um grande impacto cultural. Era visto como o preço de um pensamento, um símbolo de economia — algo a ser poupado ou conquistado. A crença popular afirmava que encontrar um penny no chão traria boa sorte por 24 horas.
Por outro lado, o centavo também podia ter uma conotação negativa, especialmente quando aparecia com a face voltada para baixo. Sua influência também chegou à moda, com os mocassins conhecidos como “penny loafers”, que fizeram sucesso por décadas e ainda são encontrados nos dias de hoje.
A história do centavo é rica e complexa, marcada por diversas transformações. O design do primeiro fabricado apresentava uma mulher com cabelos soltos simbolizando a liberdade. A moeda era maior e feita de cobre puro, enquanto o centavo atual, menor, é feito de cobre e zinco.
A mudança aconteceu em 1943, devido à escassez de cobre durante a Segunda Guerra Mundial. O penny passou a ser feito de aço revestido com zinco por um ano. A partir de 1982, manteve a cor de cobre, mas sua composição era de 97,5% zinco e apenas 2,5% cobre.
Ao longo dos anos, o centavo passou por diversas mudanças de design, refletindo eventos importantes da história americana. Desde a representação de Abraham Lincoln no anverso até a imagem do Lincoln Memorial no reverso, cada design do centavo conta uma parte da história dos Estados Unidos.
O design atual da moeda de um centavo, “Union Shield”, foi introduzido em 2010, representando a preservação dos Estados Unidos como um único país.
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