Reforma da Jornada de Trabalho no Setor de Supermercados: Preocupações e Debate no Congresso
O vice-presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Marcio Milan, expressou preocupação com a possibilidade de uma mudança para a escala de trabalho 6×1, alertando que essa alteração pode elevar os custos operacionais do setor.
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Segundo Milan, a questão tem sido monitorada desde o final de 2024, com diversas empresas realizando estudos internos e testes práticos para avaliar os possíveis impactos.
“A decisão, se tomada sem um amplo diálogo com todos os participantes da cadeia, pode gerar um impacto significativo. O setor de supermercados não é responsável pela definição de preços, mas qualquer mudança nesse cenário tende a ser repassada aos consumidores”, explicou Milan.
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A Abras ressalta a importância de uma análise cuidadosa antes de qualquer implementação.
Diversas redes varejistas já iniciaram projetos-piloto para testar a viabilidade da nova escala, buscando entender como a operação do dia a dia seria afetada. Esses testes incluem a avaliação da necessidade de novas contratações e o impacto nos custos operacionais.
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A empresa busca entender como a mudança afetaria a rotina da loja.
A discussão sobre a reforma da jornada de trabalho ganhou força no Congresso Nacional. Em paralelo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reiterou seu apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a alteração.
Motta considera a aprovação da PEC no plenário da Câmara “muito viável”, defendendo que a tramitação deve ser conduzida com responsabilidade, levando em consideração os diversos setores impactados pela proposta.
