Novo Organograma do PCC Revela Complexa Estrutura de Comando
O Departamento de Inteligência Policial (Dipol) da Polícia Civil de São Paulo divulgou recentemente um detalhado organograma do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelando uma estrutura complexa com 100 integrantes. A análise, que identifica doze “sintonias” e diversos setores especializados, oferece uma nova perspectiva sobre a organização criminosa e suas operações.
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A descoberta, feita em 2026, demonstra a sofisticação do PCC na gestão do crime, tanto no Brasil quanto no exterior.
Sintonias e Seus Papéis Estratégicos
As “sintonias” representam os principais setores do PCC, cada um responsável por uma missão específica. Uma das mais recentes e preocupantes é a “Internet e Redes Sociais”, liderada por André Luiz de Souza (Andrezinho) e Eduardo Fernandes Dias (Destino).
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Essa unidade se dedica à comunicação online, coordenando contatos entre os membros, garantindo a segurança e discrição nas trocas de mensagens. Além disso, a sintonias também se encarrega da disseminação de ideias e princípios do grupo, mantendo a unidade ideológica e simbólica, mesmo entre integrantes distantes.
Outras Sintonias e Seus Responsabilidades
Além da “Internet e Redes Sociais”, outras sintonias desempenham papéis cruciais. A “Sintonia Final”, liderada por Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), é o comando central, enquanto as demais são ramificações que aplicam as decisões de forma regional.
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A “Sintonia do Sistema” atua como um nível estratégico da liderança, concentrando-se em garantir que as decisões da cúpula sejam implementadas nas prisões. A “Sintonia Restrita” lida com assuntos sensíveis e confidenciais, enquanto a “Sintonia dos Estados e Países” expande as operações da facção para fora de São Paulo e do Brasil.
Setores Especializados e Novos Desafios
O organograma também identifica setores especializados, como a “Sintonia da Padaria”, responsável pelo departamento financeiro do PCC, e a “Sintonia da Rua”, que mantém a organização e disciplina nas áreas de atuação. A “Sintonia Interna” garante o controle das operações dentro das prisões e unidades controladas pelo grupo.
A análise do Dipol revela que 61 dos 100 integrantes da cúpula estão presos, e que a facção conta com o apoio de traficantes de drogas e até mesmo de empresários, como Mohamad Hussein Mourad (Primo), envolvido em fraudes bilionárias.
