Organograma do PCC Revela Estratégia Digital e Expansão Criminal
Um novo organograma, elaborado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), detalha a complexa estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelando uma organização cada vez mais sofisticada e com atuação que se expande para além do tráfico de drogas.
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O documento identifica 14 nomes que compõem o núcleo central da facção, além de mapear diversas “Sintonias” responsáveis por áreas estratégicas do grupo criminoso.
Um dos pontos mais preocupantes do relatório é a existência de uma “Sintonia da Internet”, responsável por monitorar as comunicações da organização, coordenar contatos entre os integrantes por meio de aplicativos de mensagens e supervisionar redes sociais e e-mails criptografados.
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Essa célula também estabelece diretrizes sobre o que pode ou não ser publicado pelos faccionados, com sanções internas para quem descumpre as orientações.
Controle Digital e Lideranças Estratégicas
A “Sintonia da Internet” é composta por dois presos estratégicos: André Luiz de Souza, conhecido como Amin ou Andrezinho, que atua como gerente direto de Marcola, e Eduardo Fernandes Dias, o Ozora. No topo da hierarquia, figura Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o principal líder da organização.
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Abaixo dele, estão outras lideranças como Cláudio Barbará da Silva, o Barbará; Almir Rodrigues da Silva, o Nenê do Simeone; Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal; e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola.
Outras Sintonias e Lideranças Expulsas
Além da “Sintonia Final”, o organograma identifica a “Sintonia Restrita”, responsável pelo planejamento de atentados contra agentes públicos e outros considerados inimigos da facção. Essa célula conta com oito integrantes, incluindo Carlos Alberto Damásio, o Malboro, condenado a 20 anos de prisão por ameaçar de morte o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.
Expansão Criminal e Operações Internacionais
A Polícia Civil destaca que o mapeamento da estrutura interna do PCC é fundamental para atingir o núcleo estratégico da facção e enfraquecer sua capacidade de articulação, especialmente no ambiente digital. As investigações indicam que o grupo expandiu sua atuação para além do tráfico de drogas, investindo em setores formais da economia, como fintechs na região da Faria Lima, e em esquemas de adulteração de combustíveis e aquisição de franquias para lavagem de dinheiro.
As atividades criminosas do PCC ultrapassam as fronteiras do Brasil, com operações no exterior.
