Paulo Henrique Costa reage à Operação Compliance Zero; defesa afirma que apuração mostrará correção de ações. Investigações da PF e STF buscam provas de crimes.
Em resposta à segunda fase da Operação Compliance Zero, a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, emitiu uma nota nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026. A defesa afirma que a apuração técnica futura demonstrará a correção das ações realizadas durante seu mandato.
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A nota, assinada pelo advogado Cleber Lopes de Oliveira, esclarece que as informações divulgadas pela mídia são baseadas em elementos obtidos em investigações em andamento, muitos dos quais estavam sob sigilo na época dos fatos.
Segundo a defesa, as atividades de Paulo Henrique Costa ocorreram dentro do exercício regular de suas funções, utilizando as informações e documentos disponíveis em seu momento. A defesa enfatiza que operações que levantaram dúvidas foram questionadas e, quando necessário, não foram realizadas.
A defesa acredita que os elementos atualmente divulgados estão além do conhecimento disponível na época, e não poderiam ser acessados ou verificados por quem não fazia parte da estrutura interna do banco.
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, investiga crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais. A investigação envolve o Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, e outros indivíduos, incluindo Fabiano Zettel, cunhado de Paulo Henrique Costa, que foi preso temporariamente enquanto se preparava para viajar para Dubai.
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O ministro Dias Toffoli, do STF, autorizou buscas e apreensões em endereços do banqueiro e de seus familiares, além de medidas contra Nelson Tanure, empresário e investidor.
Durante a operação, foram cumpridos 42 mandados, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que somam R$ 5,7 bilhões. A PF apreendeu bens como dinheiro, carros, relógios e armas. A defesa de Daniel Vorcaro afirma que o banqueiro tem colaborado integralmente com as autoridades e permanece à disposição para prestar esclarecimentos.
A defesa de Paulo Henrique Costa reafirma que a conduta do ex-presidente está estritamente adstrita às atribuições legais do cargo e aos limites de informação disponíveis. A defesa expressa confiança de que a apuração técnica demonstrará a correção de sua atuação.
A defesa enfatiza que a situação está sendo analisada com base nos fatos e informações disponíveis no momento da ocorrência, esperando que a apuração confirme a regularidade das ações.
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