Depoimento de Paulo Henrique Costa no Inquérito Master
Em 29 de janeiro de 2026, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), prestou depoimento à Polícia Federal como parte do inquérito que investiga o Banco Master. O interrogatório, conduzido pela delegada Janaína Palazzo, ocorreu na sede do Supremo Tribunal Federal (STF).
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A gravação do depoimento, que durou aproximadamente três horas, teve acesso o Poder360, e está disponível para consulta. O objetivo da investigação é apurar um esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e fundos de investimento.
Durante o depoimento, Costa discutiu a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB. Ele afirmou que o objetivo era “quebrar ou não ia quebrar, no final seria um problema dele”, referindo-se ao fundador do Master, Daniel Vorcaro. Costa detalhou que solicitou documentos sobre as carteiras de crédito, e que o fez devido à dificuldade que ele tinha para acessar as informações.
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Ele mencionou que teve conhecimento do contrato fechado entre o Master e a empresa “entre final de abril e início de maio” de 2025.
Costa também alegou que propôs que Vorcaro deixasse a sociedade do Master, durante a última proposta de compra feita pelo BRB. O ex-presidente do banco ressaltou que as aquisições de carteiras de crédito do Banco Master iniciaram em julho de 2024, e que sempre se inseriram no curso ordinário das atividades bancárias, em linha com a estratégia de gestão de ativos e passivos.
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Ele enfatizou que o BRB atuou de forma “técnica e diligente” quando foram identificados ativos com padrão documental distinto, adotando medidas de contenção, comunicando formalmente a autoridade supervisora e exigindo a substituição dos ativos, com acompanhamento do Banco Central do Brasil.
A defesa de Costa, por meio do advogado Cleber Lopes de Oliveira, em nota divulgada à imprensa, afirmou que o ex-presidente do BRB atuou de forma “técnica e diligente” quando foram identificados ativos com padrão documental distinto. A defesa também declarou que o depoimento foi “prestado com clareza, consistência e compromisso com a verdade”.
A defesa reafirmou que a atuação de Costa foi orientada exclusivamente pelo interesse do BRB, por critérios técnicos e pelo cumprimento dos deveres fiduciários inerentes à administração de uma instituição financeira pública.
