Paulo Bilynskyj interrompeu sessão após Pastor Henrique o chamar de “covarde”, sem dar espaço a Talíria Petrone. Saiba mais no Poder360.
Em sessão da Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados, na terça-feira (28.out.2025), um intenso debate se instaurou entre parlamentares do Psol e do PL, em decorrência da megaoperação realizada no Rio de Janeiro. A discussão se concentrou na operação Contenção, que resultou na morte de 64 pessoas e na prisão de 81 suspeitos ligados ao crime organizado.
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A operação envolveu a atuação de diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Militar do Rio de Janeiro e a Polícia Civil.
O debate começou com uma confrontação entre o presidente da comissão (PL-RJ), a líder do Psol na Câmara (RJ), e o deputado (Psol-RJ). O presidente da comissão utilizou a expressão “covarde” em referência ao parlamentar do Psol, gerando uma resposta imediata da deputada do Psol.
A situação escalou com acusações mútuas e questionamentos sobre a condução da operação e a política de segurança pública no estado do Rio de Janeiro.
Durante o debate, o deputado Pastor Henrique questionou a postura dos parlamentares da oposição em relação à operação, levantando dúvidas sobre a eficácia da “glorificação da letalidade” e a política de segurança pública vigente. Em resposta, o presidente da comissão criticou a oposição, enquanto a deputada do Psol rebateu com argumentos sobre a violência e a atuação das forças de segurança.
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A discussão se intensificou com acusações sobre a condução da operação e a relação entre o governo estadual e o crime organizado. O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) questionou o presidente da comissão sobre pedidos negados pelo governador do Rio de Janeiro, e acusou o presidente do Psol de “conivência” com o tráfico de drogas. A deputada do Psol e o presidente da comissão responderam com críticas e acusações mútuas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, sob o comando de Ricardo Lewandowski, emitiu um comunicado reafirmando o apoio do governo federal às ações de segurança pública no Rio de Janeiro, destacando a resposta rápida aos pedidos de apoio da Força Nacional de Segurança Pública.
A operação contou com a participação do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.
A megaoperação Contenção mobilizou 2.500 policiais civis e militares, resultando na prisão de 81 suspeitos, incluindo Doca, operador financeiro do Comando Vermelho, e Belão, líder do tráfico do Morro da Guaporé. A operação utilizou recursos como drones, helicópteros, blindados terrestres e veículos de demolição, além de ambulâncias e equipes de resgate.
Os complexos do Alemão e da Penha permaneceram sob forte presença policial durante as buscas e apreensões.
A sessão da Comissão de Segurança evidenciou a polarização e os diferentes pontos de vista sobre a segurança pública no Rio de Janeiro. A megaoperação Contenção, com sua magnitude e resultados, reacendeu o debate sobre as estratégias de combate ao crime organizado e a necessidade de políticas públicas eficazes.
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