Passagem de Rafah reabre com restrições! Ajuda humanitária entra em Gaza, mas saída de palestinos é limitada. Saiba mais.
A passagem de Rafah, entre Gaza e o Egito, iniciou neste domingo (1) uma fase de testes crucial para a sua reabertura planejada. O objetivo é permitir a saída de um número restrito de palestinos do território devastado pela guerra, marcando uma etapa importante no plano de cessar-fogo, negociado pelos Estados Unidos.
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Caminhões carregados com ajuda humanitária foram vistos atravessando a passagem de Rafah, com o destino de Khan Younis, em Gaza, e o retorno à cidade. A passagem de Kerem Shalom, que estava praticamente fechada desde maio de 2025, passou por preparativos realizados pela União Europeia, Egito e outras partes envolvidas na gestão, conforme informado pelo COGAT (Coordenador das Atividades Governamentais nos Territórios) de Israel.
Segundo o COGAT, a passagem estará aberta apenas para a “passagem limitada de residentes”, sem que uma data específica para a abertura seja divulgada. Ali Shaath, chefe do comitê tecnocrático palestino, afirmou nas redes sociais que a passagem será aberta nos dois sentidos na segunda-feira (2).
Inicialmente, a abertura da passagem foi vista como um sinal de que Gaza não estaria mais isolada do mundo. No entanto, a restrição ao número de pessoas que poderão atravessar, juntamente com os processos burocráticos e de segurança, dificultam a saída de muitos palestinos da Faixa de Gaza.
Um oficial de segurança israelense informou que, inicialmente, 150 palestinos poderão deixar Gaza por dia, enquanto apenas 50 poderão entrar. A alta tarifa cobrada para a travessia – com relatos de pagamentos de milhares de dólares – e a complexidade dos procedimentos tornam a saída da Faixa de Gaza improvável para a maioria dos residentes.
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A reabertura da passagem de Rafah fazia parte da primeira fase do acordo de cessar-fogo de 20 pontos, que entrou em vigor em meados de outubro de 2025. A retomada do fluxo de pessoas e mercadorias depende do retorno de todos os reféns, vivos ou mortos, uma condição imposta por Israel.
O último refém morto, Ran Givili, foi devolvido a Israel na semana passada.
Com o retorno de Gvili e a reabertura da passagem de Rafah, a primeira fase do acordo de cessar-fogo é concluída. Os Estados Unidos anunciaram o início da segunda fase do acordo há duas semanas, durante o lançamento oficial do plano em Davos.
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