Parlamento Europeu Revisa Acordo Comercial com os EUA Após Decisão da Suprema Corte
Em meio a incertezas jurídicas, o Parlamento Europeu convocou uma reunião de emergência para a segunda-feira, 23, com o objetivo de revisar o acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos. A decisão surge após a Suprema Corte dos Estados Unidos determinar que a base legal para as tarifas impostas sobre bens da UE era inadequada.
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A comissão de comércio do Parlamento Europeu havia previsto um voto sobre o avanço da ratificação do acordo na terça-feira, mas o procedimento foi suspenso anteriormente devido à ameaça de Trump de anexar a Groenlândia.
Reações e Avaliação da Situação
Bernd Lange, presidente da comissão de comércio, afirmou à Bloomberg que a decisão da Suprema Corte era esperada e que a base legal para as tarifas consideradas “injustificadas” não estava correta. Ele expressou a necessidade de “avaliar cuidadosamente” a decisão e analisar suas possíveis implicações no trabalho em andamento para ratificar o acordo.
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A Comissão Europeia manterá contato com Washington, buscando esclarecimentos sobre as medidas adotadas pelo governo dos EUA.
Cláusula de Caducidade e Preocupações
Antes da decisão da Suprema Corte, parlamentares europeus já haviam proposto mudanças no acordo comercial com os Estados Unidos, incluindo a inclusão de uma cláusula de caducidade. Essa medida gerou questionamentos sobre sua aplicação prática, evidenciando a complexidade da situação jurídica.
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Posicionamento do Reino Unido
O governo do Reino Unido manifestou sua intenção de dialogar com as autoridades americanas para avaliar o impacto da decisão da Suprema Corte nas tarifas. O governo trabalhista, liderado por Keir Starmer, garantiu que trabalhará com os EUA para entender como a decisão afetará o Reino Unido e o mundo, buscando manter a posição comercial favorável do país.
Acordo e Tarifas
O Reino Unido se beneficia das tarifas recíprocas mais baixas do mundo, e o governo britânico enfatizou que, independentemente do cenário, espera que a posição comercial do país seja mantida. O acordo comercial entre a UE e os EUA estabelece tarifas limitadas a 10% sobre a maioria dos produtos britânicos.
