Parlamento Europeu aprova mudanças drásticas no asilo! 🇪🇺 Medida polêmica redefine regras de solicitação e transferência de imigrantes. Críticas de ONGs alertam para violações. Saiba mais!
Em uma votação realizada nesta terça-feira (10), o Parlamento Europeu aprovou alterações significativas no sistema de asilo da União Europeia. A medida central envolve a possibilidade de rejeições de pedidos de asilo serem processadas de forma acelerada, além de abrir caminho para a transferência de solicitantes para países com os quais eles possuem pouca ou nenhuma ligação.
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A aprovação formal ainda depende da concordância dos 27 governos da UE.
Essa decisão marca um ponto de inflexão na política migratória do bloco, que tem se intensificado desde a chegada em massa de refugiados e imigrantes em 2015 e 2016. A crise migratória, impulsionada por conflitos e instabilidade em diversas regiões, tem gerado reações políticas e sociais complexas na Europa.
A medida tem gerado forte reação de grupos humanitários, que expressam preocupação com o potencial de violações dos direitos humanos e com a diminuição dos direitos de asilo, conforme estabelecido na Convenção de 1951. A convenção, que proíbe o retorno de requerentes de asilo a países onde possam estar em risco, é um ponto central na discussão sobre a proteção internacional.
O Parlamento Europeu aprovou alterações ao Regulamento sobre os Procedimentos de Asilo, introduzindo uma lista de países considerados “seguros” para a devolução de requerentes de asilo rejeitados. Países como o Egito e a Tunísia, que têm sido alvo de questionamentos sobre seus históricos de direitos humanos, estão incluídos nessa lista.
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Os países da UE poderão rejeitar um pedido de asilo se considerarem que a pessoa poderia ter recebido proteção em um país que o bloco considere seguro.
As novas regras também permitem que os países da UE criem “centros de retorno” fora da União Europeia, seguindo o modelo italiano na Albânia. Essa expansão visa otimizar o processo de retorno de requerentes de asilo rejeitados. Essas mudanças fazem parte do Pacto Internacional para as Migrações, aprovado em 2023, com implementação total prevista para junho de 2026.
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