Paquistão Declara Guerra ao Afeganistão: Crise Expõe Conflito e Pânico nas Fronteiras

Paquistão declara guerra aberta ao Afeganistão! Bombardeios em Cabul e fronteira tensa. Crise humanitária e pânico nas cidades. Saiba mais.

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(Imagem de reprodução da internet).

Paquistão Declara Guerra Aberta ao Afeganistão em Escalada de Conflito

Em um movimento que agrava a crise, o Paquistão anunciou nesta sexta-feira (27) uma “guerra aberta” contra várias cidades do Afeganistão. A declaração, feita pelo ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, na rede social X, marca um ponto de inflexão nas tensões entre os dois países.

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O Paquistão bombardeou, inclusive a capital Cabul, justificando a ação como um limite atingido em sua paciência.

A escalada do conflito se intensificou após uma ofensiva afegã na fronteira, em resposta aos bombardeios paquistaneses do fim de semana. As relações históricas entre os vizinhos, que sofreram um abalo nos últimos meses, agora estão em um ponto crítico.

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O Paquistão acusa as autoridades talibãs de oferecer cobertura a grupos armados que atacam seu território, uma alegação que o governo afegão nega.

Impacto Humanitário e Pânico nas Fronteiras

Os combates se concentraram no campo de Omari, perto da importante passagem fronteiriça de Torkham, onde testemunhas relataram cenas de pânico. Crianças, mulheres e idosos correram para se proteger, enquanto jornalistas da AFP registraram disparos de artilharia e ferimentos.

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Um repatriado de 65 anos, Gander Khan, descreveu o cenário: “Vi sangue, (os tiros) feriram duas ou três crianças e duas ou três mulheres”.

A situação humanitária é alarmante, com relatos de pessoas deixando tudo para trás. Um repatriado de 44 anos, Zarghon, relatou que “todos foram embora”, com pessoas abandonando documentos e recursos por medo. A situação é agravada pela proximidade do Ramadã, com as ruas de Cabul mantendo uma aparente tranquilidade, apesar da escalada do conflito.

Reações Internacionais e Tentativas de Mediação

A situação tensa despertou preocupação em outros países. Irã e China se apresentaram como possíveis mediadores, buscando evitar um conflito ainda maior. O Irã, que compartilha uma fronteira com o Afeganistão e está envolvido em negociações com os Estados Unidos, se ofereceu para “facilitar o diálogo”.

As autoridades chinesas pediram às partes que mantenham a calma e atuem com moderação, buscando um cessar-fogo.

As versões sobre o número de vítimas e danos causados pelos combates são conflitantes. O porta-voz afegão, Zabihullah Mujahid, afirmou que “dezenas de soldados paquistaneses morreram”, enquanto o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, desmentiu a versão, afirmando que “nenhum posto paquistanês foi tomado ou danificado”.

Conclusão: Uma Crise Complexa e Sem Soluções Fáceis

A escalada do conflito entre Paquistão e Afeganistão representa um desafio complexo, com raízes em questões de segurança regional e na influência de grupos extremistas. A busca por uma solução diplomática e o estabelecimento de um cessar-fogo são cruciais para evitar um desastre humanitário e uma instabilidade ainda maior na região.

A comunidade internacional deve continuar a apoiar os esforços de mediação e a promover o diálogo entre as partes.

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