Painéis Solares em Risco? Inovador Revestimento de Hidrogel Resolve Problema do Calor! ☀️ Descubra a solução que promete salvar a energia solar e evitar danos aos painéis
A energia solar continua sendo uma peça-chave na transição para um futuro mais sustentável. No entanto, um desafio físico complexo tem surgido: quanto maior a temperatura, menor a capacidade dos painéis fotovoltaicos de converter a luz do sol em eletricidade.
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Essa relação inversa pode parecer paradoxal, mas é uma realidade devido ao funcionamento dos painéis, que não “gostam” de calor.
O problema se manifesta através da formação de “hot spots”, ou pontos de superaquecimento, em painéis solares. Esses pontos, frequentemente causados por sombreamento parcial de folhas, sujeira ou edifícios vizinhos, não apenas reduzem a produção de energia, mas também podem causar danos físicos irreversíveis, como rachaduras no vidro e até mesmo incêndios.
Pesquisadores da Universidade Politécnica de Hong Kong (PolyU) desenvolveram uma solução inovadora: um revestimento de hidrogel, inspirado no processo de transpiração humana. Essa “pele de gel” promete neutralizar o problema de forma simples e barata, além de aumentar a eficiência da produção de energia.
O revestimento combina dois componentes principais. O primeiro, uma base de hidrogel, é uma rede tridimensional de polímeros que absorve e retém grandes quantidades de água. O segundo componente, um nanocompósito estrutural, é composto por partículas minúsculas de óxidos metálicos de alumínio e de zinco, que conferem força extra ao gel, evitando que ele se rompa ou quebre, mesmo quando esticado ou amassado.
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O “truque” está no ciclo de funcionamento do hidrogel. Quando o sol aquece o painel, a água armazenada no gel evapora, removendo o calor da superfície e reduzindo drasticamente a temperatura. Uma rede interna de fios de algodão, com padrões inspirados em folhas, age como um sistema de microcanais, movendo a água para as áreas mais quentes do painel.
Testes realizados pela PolyU demonstraram uma redução de temperatura dos pontos de superaquecimento em até 16°C, resultando em um aumento de até 13% na produção de energia. Essa tecnologia aborda efetivamente os problemas dos “hot spots” sem a necessidade de modificar os circuitos existentes.
Além disso, o revestimento reduz o impacto das variações extremas de temperatura, prolongando a vida útil dos painéis.
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