Pai de Adolescente Envolvido na Morte de Orelha Declara: “Ele Deve Responder Se For Comprovado”
O pai de um dos adolescentes sob investigação pela morte do cachorro Orelha, em Florianópolis, Santa Catarina, emitiu uma declaração contundente ao programa Fantástico no último domingo (1º). A situação, envolvendo um cachorro comunitário de Praia Brava, gerou grande comoção nacional. “A educação que nós e minha esposa damos para ele não é de passar a mão na cabeça dele.
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Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder. Mas tem que ser provado, porque até agora só foram acusações. Não apresentaram absolutamente nada. A gente quer justiça tanto quanto as outras pessoas”, afirmou o responsável pelo adolescente investigado.
Investigação em Andamento e Revelações
A investigação, que começou após a morte do cachorro Orelha, está em andamento. Dois dos quatro adolescentes suspeitos retornaram dos Estados Unidos na quinta-feira (29). No aeroporto, a polícia apreendeu os celulares dos jovens, que estavam em uma viagem escolar previamente programada.
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Até o momento, a polícia já ouviu mais de 20 pessoas e analisou mais de mil horas de imagens colhidas em câmeras de monitoramento públicas e privadas.
Responsabilização e Busca pela Verdade
O advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representa duas das famílias envolvidas no caso, ressaltou a importância de apurar os fatos. “A expectativa é de que os depoimentos sejam colhidos o mais rápido possível para o esclarecimento dos fatos. Segundo ele, a apuração é fundamental para que a verdade venha à tona e para que os adolescentes que não tiveram qualquer participação no episódio sejam publicamente inocentados. “Se eventualmente algum deles tiver alguma parcela de contribuição com qualquer maus-tratos ou com qualquer pequeno delito de quiosque ou de caminhar nas ruas e etc., que eles sejam, sim, responsabilizados, mas na medida da sua culpabilidade, por óbvio”, afirmou o advogado ao programa.
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Repercussão Nacional e Ações da Polícia Civil
A morte brutal do cachorrinho Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, causou comoção nacional. Cão comunitário, ele foi atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro. Após ser socorrido e levado a uma clínica veterinária, o cachorro teve que ser submetido à eutanásia no dia 5, em razão da gravidade dos ferimentos.
Devido à enorme repercussão, a Polícia Civil de Santa Catarina passou a investigar o caso. Em 26 de janeiro foi deflagrada uma operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os adolescentes e os adultos responsáveis. Foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos.
A polícia também vem ouvindo várias pessoas para entender melhor como tudo aconteceu.
