Ouro sente o efeito da calma: queda no mercado! Tensão EUA-Irã diminui e dólar sobe. Investidores atentos à reunião em Omã entre Abbas Araghchi e autoridades americanas. Previsões elevadas para o ouro em 2026! Saiba mais
O contrato com ouro encerrou a quinta-feira (5) em declínio, influenciado por um alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, e pelo avanço do dólar no mercado internacional. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), a cotação do ouro para entrega em abril registrou uma queda de 1,24%, fechando a US$ 4.889,50 por onça-troy.
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A marca de US$ 4.900, que havia sido atingida anteriormente, ficou novamente abaixo.
A prata também acompanhou a tendência de baixa, com uma queda de 9,10%, fechando a US$ 76,71 por onça-troy para entrega em março. O cenário atual é marcado por negociações em andamento entre Washington e Teerã, com uma reunião bilateral agendada para esta sexta-feira, em Omã, conforme anunciado pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi.
Após alguns dias de incertezas sobre o local do encontro, as autoridades americanas confirmaram o diálogo.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comentou sobre a situação, expressando a visão de que o regime dos aiatolás está enfrentando dificuldades e que a retirada de recursos do país por parte de líderes locais pode indicar um futuro próximo para o governo.
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A expectativa é que a reunião entre EUA e Irã possa trazer mais clareza sobre o futuro das negociações.
O fortalecimento do dólar americano também exerceu pressão sobre o mercado de ouro. Analistas do ANZ Bank destacaram que esse cenário reduziu o apetite dos investidores por ativos de refúgio, impactando negativamente os preços do ouro. A demanda chinesa, que tradicionalmente aumenta antes do Ano Novo Lunar, é vista como um fator crucial para sustentar qualquer alta no preço do metal.
Apesar da queda diária, grandes instituições financeiras continuam projetando preços elevados para o ouro ao longo do ano de 2026. O UBS estima que o metal possa atingir US$ 6.200 por onça nos primeiros nove meses, enquanto o Deutsche Bank acredita que um dólar mais fraco pode impulsionar o ativo até US$ 6.000 até o final do ano.
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