Ouro Cai à Medida que Incertidões Geopolíticas Persistem
O contrato futuro do ouro registrou uma nova queda nesta terça-feira (24), ampliando as perdas acumuladas após uma sessão anterior marcada por uma queda de quase 4%. O movimento reflete a crescente preocupação dos investidores com o cenário de instabilidade no Oriente Médio, acompanhando de perto os avanços e retrocessos no diálogo entre Estados Unidos e Irã, buscando uma resolução para as hostilidades regionais.
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Além do conflito, o mercado também observa a atuação de bancos centrais em compras de ouro e as comunicações sobre a política de juros dos bancos centrais globais. Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em abril fechou em declínio de 0,12%, atingindo os US$ 4.402,00 por onça-troy.
A prata, por outro lado, apresentou um desempenho positivo, com alta de 0,31%, para US$ 69,569 por onça-troy, para entrega em maio.
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O Irã intensificou sua postura com o lançamento de novas séries de mísseis direcionados a Israel e países do Golfo Pérsico, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que as partes estavam em negociações que poderiam amenizar as tensões na região.
Diante do ambiente de grande incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, destacou o papel do ouro como um ativo de proteção, esperando que isso incentive a entrada de bancos centrais anteriormente ausentes no mercado a adquirir o metal precioso durante o ano.
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A situação também é influenciada por outras questões macroeconômicas. A paralisação da jornada de trabalho no setor da construção civil, conforme apontado pela CBIC, adiciona mais um fator de incerteza. A complexa interação entre inflação, taxas de juros, crescimento econômico e liquidez está pressionando o ouro, um dos poucos ativos que ainda apresentam ganhos no último ano.
Apesar do impasse geopolítico, a busca por ativos seguros continua a impulsionar a demanda por ouro, enquanto os investidores avaliam o impacto das tensões globais na economia.
