Ouro atinge novo patamar histórico, prata e platina sobem! Goldman Sachs projeta alta no preço do ouro até o fim do ano.
O ouro registrou um novo patamar de preço nesta sexta-feira, 23, atingindo a marca de US$ 4.967 por onça, e se aproxima do marco histórico de US$ 5.000. Esse movimento ascendente acompanha uma alta semanal de quase 8%, impulsionada pela desvalorização do dólar americano, juntamente com a crescente instabilidade geopolítica e sinais de incerteza em relação à política monetária do Federal Reserve (Fed).
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A prata também avançou significativamente, atingindo um pico histórico de negociação, com preços próximos de US$ 100 por onça. A platina também registrou máximas históricas de valorização no mercado.
O índice Bloomberg Dollar Spot Index demonstra um desempenho semanal negativo, refletindo a pressão exercida pela instabilidade política. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, o economista Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), apontou que as ações de Donald Trump contribuíram para um enfraquecimento gradual do dólar, processo já em curso desde o pico da moeda americana em 2015.
Rogoff ressaltou o uso de ferramentas financeiras e militares dos EUA, como a rede SWIFT, que levaram países como a China a buscar alternativas, enquanto a Europa demonstra crescente preocupação.
Segundo Rogoff, a situação representa uma queda na confiança nas instituições americanas, com implicações de longo prazo. O economista enfatizou que a ameaça à autonomia do Fed é um fator crucial na erosão da confiança no dólar.
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Economistas como Jeffrey Frieden, professor em Harvard, destacam que a credibilidade de uma moeda está ligada à separação entre política econômica e interesses eleitorais. A busca por alternativas ao dólar americano se intensifica diante da instabilidade.
A professora Kristin J. Forbes, do MIT, aponta que o ambiente inflacionário nos EUA e a instabilidade institucional reforçam a procura por alternativas. Ela destaca o avanço das stablecoins como novas opções tecnológicas para reservas de valor, ressaltando que manter dólares em caixa se tornou um risco de alto custo.
Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, manifestou-se em defesa da autonomia do Federal Reserve, enfatizando que essa independência é fundamental para a estabilidade do sistema financeiro.
O banco central da Polônia, principal comprador de ouro em volume declarado, aprovou a aquisição de 150 toneladas adicionais. A Índia reduziu sua exposição a títulos do Tesouro dos EUA ao menor nível em cinco anos, preferindo ativos como ouro.
Com essa mudança, o Goldman Sachs elevou sua projeção de preço para o fim do ano, de US$ 4.900 para US$ 5.400, devido ao aumento na demanda de investidores e autoridades monetárias.
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