Organizações não governamentais que atuam no Brasil, focadas em atender refugiados e populações vulneráveis, enfrentam risco de descontinuidade de suas ações até 2026. A principal causa é a diminuição dos recursos financeiros provenientes de repasses do governo norte-americano.
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Muitas entidades operam com orçamentos reduzidos ou inexistentes, com funcionários que não recebem remuneração devido à não renovação de contratos de apoio internacional. A situação se agravou desde o início do ano, após a divulgação de cortes implementados durante a administração do ex-presidente Donald Trump.
A Casa 1, organização que oferece suporte a pessoas LGBTQIA+ e promove atividades para idosos, comunicou em novembro de 2024 que encerrará suas atividades em abril de 2026. A instituição também oferece apoio a grupos vulneráveis, incluindo idosos e refugiados.
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Impacto nos Refugiados
A redução dos recursos financeiros impactará diretamente cerca de 270 mil refugiados no Brasil, que podem perder o acesso a suporte financeiro, documentos, assistência em saúde e educação. A situação também pode comprometer a resposta a emergências, como a ocorrida no Rio Grande do Sul em 2024.
Além disso, mais de 17 mil refugiados deixarão de receber ajuda para desenvolver habilidades, aprender a língua portuguesa e alcançar a autonomia. A Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) tem solicitado apoio do governo e do setor privado para suprir essa lacuna orçamentária.
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Desafios para Organizações
A situação exige que organizações como a Casa 1 busquem doações particulares para continuar oferecendo seus serviços. A instituição enfrenta desafios devido à perda de financiamentos internacionais, consequência da administração de Donald Trump.
A perspectiva é que outras organizações humanitárias anunciem o encerramento de suas atividades ou a redução de seus programas, à medida que os contratos existentes se extinguirem e não haja renovação do financiamento internacional.
Necessidade de Apoio
A Acnur tem solicitado que governos e o setor privado contribuam para preencher a lacuna orçamentária, garantindo recursos para 2026 e assegurando a continuidade do apoio a refugiados e populações vulneráveis no Brasil.
