A aposentadoria está próxima para os orelhões, um símbolo da telefonia brasileira. Estima-se que os últimos dos 30 mil aparelhos, conhecidos popularmente como orelhões, deixarão de funcionar até o final de 2028. Lançados em 1972 e com design da arquiteta Chu Ming Silveira, esses telefones representam uma era da telefonia pública no país.
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Fim das Concessões e Nova Modalidade
A trajetória dos orelhões chegou ao fim em dezembro de 2025, com o término das concessões que garantiam a manutenção dos aparelhos. A mudança para a modalidade de autorização de serviço, regida pelo regime privado, é parte de um plano de universalização do acesso à telefonia.
Essa transição busca estimular investimentos em redes de suporte à banda larga.
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Desafios e Operadoras
A Oi, uma das maiores concessionárias, enfrenta dificuldades financeiras desde 2016, com processo de falência em andamento. Operadoras como Vivo, Algar e Claro/Telefônica também desligarão suas redes de orelhões neste ano, restando cerca de 2.000 unidades operadas por elas.
A Sercomtel ainda manterá 500 orelhões nos municípios de Londrina e Tamarana, no Paraná.
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Compromissos das Operadoras e Anatel
As empresas se comprometeram a investir em infraestrutura de telecomunicações, incluindo a implantação de fibra óptica, antenas de telefonia celular (4G) e expansão da rede móvel. A Anatel também estabeleceu que as empresas devem manter a oferta de serviço de telecomunicações em áreas onde são as únicas prestadoras, até 31 de dezembro de 2028.
Como Solicitar o Desligamento
O desligamento dos orelhões pode ser solicitado diretamente às operadoras ou, em caso de descumprimento, à Anatel, através do telefone 1331 ou pelo site da agência.
