Orcas comem orcas: Descoberta chocante revela canibalismo na Ilha de Bering!

Orcas chocam com canibalismo! Estudo dinamarquês revela evidências de ataques entre cetáceos na Ilha de Bering. Descubra o horror!

24/03/2026 7:01

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Orcas: Uma Descoberta Surpreendente Sobre Canibalismo

As orcas, também conhecidas como baleias assassinas, são animais marinhos notáveis pela sua complexidade e comportamento surpreendente. A inteligência e a estrutura social desses cetáceos são tão notáveis quanto a sofisticação e o poder de caça que os colocam no topo da cadeia alimentar marinha.

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Um recente estudo dinamarquês, publicado na revista Marine Mammal Science, adiciona uma nova camada de complexidade a esse comportamento: evidências de que orcas podem, ocasionalmente, predar e consumir outras orcas.

A Descoberta Inusitada na Ilha de Bering

A descoberta do canibalismo começou com dois achados inusitados na ilha de Bering, na Rússia. Em 1º de agosto de 2022, o pesquisador russo Sergei Fomin encontrou uma nadadeira dorsal arrancada, com cerca de 47 centímetros de altura, provavelmente de um filhote.

Dois anos depois, em 31 de julho de 2024, ele encontrou uma segunda nadadeira a aproximadamente dois quilômetros do local original, desta vez maior, com 71 centímetros, provavelmente de uma fêmea adulta ou macho jovem. Ambas apresentavam marcas frescas compatíveis com dentes de orca.

Análise Genética Revela a Verdade

As fotografias chegaram a Olga Filatova, pesquisadora de baleias da Universidade do Sul da Dinamarca e autora principal do estudo. Para confirmar a origem das marcas, a equipe realizou análise genética do DNA de amostras de pele de ambas as nadadeiras. O resultado indicou que as vítimas eram residentes, a subespécie Orcinus orca ater, que se alimenta principalmente de peixes e habita as águas costeiras da região.

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Diferentes Ecótipos de Orcas

A suspeita recai sobre as chamadas Orcinus orca rectipinnus, a subespécie transitória que também circula pela mesma região e que caça presas de grande porte, como focas, leões-marinhos, outras baleias e até tubarões-brancos. Os pesquisadores não descartam que as nadadeiras possam ter vindo de animais que morreram por outras causas e foram posteriormente consumidos. No entanto, consideram essa hipótese menos provável: orcas mortas costumam afundar rapidamente, tornando-as inacessíveis.

Contexto Histórico e Controvérsias

O padrão de dano nas nadadeiras também é consistente com o comportamento típico de predação das orcas de Bigg. Vale destacar que registros anteriores de canibalismo entre orcas são raríssimos. Segundo o próprio estudo, a única evidência documentada anteriormente data da era da , quando restos de orcas foram encontrados no estômago de dois indivíduos da mesma espécie no Hemisfério Sul.

A questão de se o comportamento observado constitui de fato canibalismo não é simples, nem do ponto de vista taxonômico, nem do ecológico.

Divergências entre Cientistas

Cientistas não chegaram em consenso sobre as orcas. Luke Rendell, biólogo da Universidade de St. Andrews, na Escócia, considerou os achados interessantes, mas insuficientes para conclusões definitivas. Michael Weiss, diretor de pesquisa do Centro de Pesquisa de Baleias em Washington, considerou “possível que as orcas de Bigg tenham predado essas duas baleias”, mas ressaltou que o estudo “não demonstra definitivamente o canibalismo nem a predação” entre orcas.

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