Operação da Polícia Apura Disputas de Território entre PCC e Comando Vermelho no Interior de São Paulo
Na quinta-feira (29), o Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Polícia Militar, iniciou uma operação abrangente contra suspeitos ligados a uma intensa disputa de território entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) no interior do estado.
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A ação, que se concentrou em cidades como Araras, Piracicaba, Limeira e Rio Claro, visa desmantelar redes criminosas envolvidas em atividades violentas.
O coronel Cleotheos Sabino, comandante do CPI-9 da PM, explicou que a operação focou em indivíduos associados a organizações criminosas responsáveis por crimes graves, incluindo roubos a carro-forte, tráfico internacional de drogas e homicídios.
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As investigações identificaram 26 alvos, conectados por disputas territoriais ou participação em diferentes modalidades criminosas. A ofensiva se estendeu a cidades como Americana, Santa Bárbara D’Oeste e Hortolândia, com o objetivo de apreender armas, drogas e dispositivos eletrônicos.
Durante os mandados de busca e apreensão, foram realizadas quatro prisões em flagrante. Os suspeitos estavam em posse de armas de fogo e, em um caso, possuíam uma quantidade significativa de droga e dinheiro. Todos os indivíduos são reconhecidos pelo Ministério Público como integrantes de facções criminosas, com histórico de passagens criminais.
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A Operação Keravnos, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP em conjunto com o 10° Batalhão de Ações Especiais (BAEP), mobilizou 140 agentes da Polícia Militar. As autoridades buscam conter um “espiral de violência” que tem gerado pânico na população local, após investigações revelarem uma escalada de conflitos desde 2022, incluindo execuções com fuzis, homicídios de lideranças e até uma chacina em represália.
As autoridades apreenderam cerca de R$ 30 mil em espécie, 18 quilos de droga e três armas de fogo, além de computadores e celulares, cujas informações serão cruciais para as investigações. A Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos, visando interromper o fluxo de ordens de execução, conhecidas como “salves”.
