Operação EUA na Venezuela: Divisão Revelada na Opinião Pública Norte-Americana

Levantamento aponta 1/3 de apoio americano à operação militar dos EUA na Venezuela. Trump busca administrar país até nova gestão, segundo republicanos.

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(Imagem de reprodução da internet).

Operação Militar dos EUA na Venezuela: Divisões no Opinião Pública Norte-Americana

Um levantamento divulgado na segunda-feira (5.jan.2026) revelou que apenas 1/3 dos cidadãos norte-americanos apoia a operação militar dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano (PSUV, esquerda), conforme afirmou o Partido Republicano.

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O estudo, conduzido entre 4 e 5 de janeiro de 2026, também demonstrou que 72% dos entrevistados expressaram temor de um envolvimento excessivo dos EUA no país sul-americano. As divergências partidárias foram marcantes, com 65% dos republicanos aprovando a ação militar, em comparação com apenas 11% dos democratas e 23% dos independentes.

A desaprovação explícita da operação atingiu 65% dos democratas, contra 6% dos republicanos. Adicionalmente, 29% dos republicanos e 25% dos democratas não souberam responder à pergunta.

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Apoio Republicano à Política de Trump para a Venezuela

O levantamento avaliou o apoio dos republicanos a diferentes aspectos da política de Donald Trump para a Venezuela. Entre os 392 republicanos entrevistados, 65% concordaram que os EUA deveriam administrar o país até o estabelecimento de um novo governo, 60% concordaram com a presença de tropas norte-americanas no país sul-americano e 59% apoiaram que os EUA assumam o controle dos campos de petróleo venezuelanos.

Em relação à afirmação “Os EUA devem ter uma política de domínio nos assuntos do hemisfério ocidental?”, 43% dos republicanos concordaram, enquanto 19% discordaram. Os demais entrevistados não tinham certeza ou não responderam à pergunta.

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Questionamentos e Reações à Operação

A operação militar, anunciada pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano) em seu perfil na rede Truth Social no sábado (3.jan.2026), gerou questionamentos sobre a falta de aprovação do Congresso dos EUA e o descumprimento de leis norte-americanas.

O secretário de Estado, , declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência. Há incertezas sobre o número de mortos e feridos na ação, com autoridades venezuelanas afirmando que civis morreram durante a operação, enquanto um oficial norte-americano negou baixas entre militares dos EUA.

A operação envolveu ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro.

Reações da Vice-Presidente Venezuelana

No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump declarou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível.

Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse. A líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, foi vista como não tendo apoio político suficiente para governar a Venezuela, segundo Trump.

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