Após três dias da operação complexa que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais, os números e atualizações da ação continuam a ser analisados. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro divulgou um novo balanço, elevando o número de armas apreendidas nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da cidade, de 118 para 120, com os dois fuzis encontrados em outras delegacias.
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A operação também revelou a apreensão de 93 fuzis, além de 26 pistolas, um revólver, explosivos, munições e drogas, juntamente com equipamentos militares utilizados pelo Comando Vermelho.
Estima-se que o arsenal apreendido, considerado um “arsenal de guerra”, tenha um valor de R$ 12,8 milhões. O governador do Estado, Cláudio Castro, enfatizou que “cada fuzil retirado de circulação representa uma vida salva” e que o Estado continuará combatendo o narcotráfico para devolver o Rio de Janeiro aos cidadãos de bem.
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Uma pesquisa do Datafolha revelou que 57% dos moradores do Rio de Janeiro aprovaram a ação policial, enquanto 39% discordaram, em parte ou totalmente, da avaliação de Castro sobre o sucesso da operação. A pesquisa também indicou que 48% dos entrevistados consideraram a execução da operação bem feita, 21% apontaram falhas e 24% reprovaram a estratégia da Polícia Militar.
A maioria dos entrevistados (48%) acreditava que a maioria dos mortos eram bandidos, enquanto 31% consideravam que todos eram criminosos. Apenas 4% dos entrevistados acreditavam que a minoria era inocente e 1% acreditava que todos eram inocentes.
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Especialistas em segurança pública apontam que a medida pode ter pouco efeito prático na redução do poder de organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. Analistas políticos, no entanto, consideram que a operação pode tirar do governo Lula o protagonismo no combate à criminalidade.
Na quarta-feira (29), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que o governo não defende a mudança de estratégia. A investigação revelou que 109 dos 121 suspeitos mortos já foram identificados, mas nenhum havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio na investigação que embasou a ação policial, e nenhum tinha mandado de prisão devido a esse processo.
Dos 121 mortos, 78 possuíam antecedentes criminais, 42 tinham mandados de prisão em aberto e 40 eram de outros estados.
